segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

A oração dominical na voz de Andrea Bocelli

Bocelli canta o "Pai Nosso" com coro e orquestra.
(Leia uma interpretação espírita da oração de Jesus no livro "O Evangelho Segundo o Espiritismo", de Allan Kardec, itens 1 e 2 do cap. XXVIII)
Para assistir ao vídeo, clique no link abaixo:

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Kardec opina

Clique na imagem para ampliá-la:

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Doutrina filosófica e moral (Kardec)

(...) O laço estabelecido por uma religião, qualquer que lhe seja o objeto, é, pois, um laço essencialmente moral, que religa os corações, que identifica os pensamentos, as aspirações, e não é somente o fato de compromissos materiais, que se quebram à vontade, ou do cumprimento de fórmulas que falam aos olhos mais do que ao espírito. O efeito desse laço moral é de estabelecer entre aqueles que une, como consequência da comunhão de objetivos e de sentimentos, a fraternidade e a solidariedade, a indulgência e a benevolência mútuas. É nesse sentido que se diz também: a religião da amizade, a religião da família.
  Por que, pois, declaramos que o Espiritismo não é uma religião? Pela razão de que não há senão uma palavra para expressar duas ideias diferentes, e que, na opinião geral, a palavra religião é inseparável da de culto; que ela desperta exclusivamente uma ideia de forma, e que o Espiritismo não a tem. Se o Espiritismo se dissesse religião, o público não veria nele senão uma nova edição, uma variante, querendo-se, dos princípios absolutos em matéria de fé; uma casta sacerdotal com um cortejo de hierarquias, de cerimônias e de privilégios; não o separaria das ideias de misticismo, e dos abusos contra os quais a opinião frequentemente é levantada.
  O Espiritismo, não tendo nenhum dos caracteres de uma religião, na acepção usual da palavra, não se poderia, nem deveria se ornar de um título sobre o valor do qual, inevitavelmente, seria desprezado; eis porque ele se diz simplesmente: doutrina filosófica e moral. (grifo nosso)
  As reuniões espíritas podem, pois, ser mantidas religiosamente, quer dizer, com recolhimento e o respeito que comporta a natureza séria dos assuntos dos quais ela se ocupa; pode-se mesmo ali dizer, se for possível, as preces que, em lugar de serem ditas em particular, são ditas em comum, sem ser por isto que se entendam por assembleias religiosas. Que não se creia que esteja aí um jogo de palavras; a nuança é perfeitamente clara, e a aparente confusão não vem senão da falta de uma palavra para cada ideia.
Qual é, pois, o laço que deve existir entre os Espíritas? Eles não são unidos entre si por nenhum contrato material, por nenhuma prática obrigatória; qual é o sentimento no qual devem se confundir todos os pensamentos? É um sentimento todo moral, todo espiritual, todo humanitário: o da caridade para todos, de outro modo dito: o amor do próximo que compreende os vivos e os mortos, uma vez que sabemos que os mortos sempre fazem parte da Humanidade.
  A caridade é a alma do Espiritismo: ela resume todos os deveres do homem para consigo mesmo e para com os seus semelhantes; é porque pode se dizer que não há verdadeiro Espírita sem caridade. (...)
(Extrato do discurso feito por Allan Kardec em 01-11-1868, 
publicado na Revista Espírita de dez/1868)

terça-feira, 12 de novembro de 2013

IETRD 82 Anos - Ecos das palestras comemorativas

 1ª Palestra (gravada) - Para assisti-la, basta clicar no link abaixo:
Às 16h do sábado, 16-11-2013, registramos a presença de expressivo número de pessoas que vieram assistir à exposição do renomado orador Moacir Costa  de Araújo Lima que discorreu sobre
"Amor, a arte de viver".
Ao final de sua palestra, o Prof. Moacir autografou livros de sua autoria, especialmente seu mais recente lançamento, cujo título coincide com o tema abordado. 

(Clicar nas imagens para ampliá-las)
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2ª Palestra - No dia 20-11-2013 às 16h, Velocino Camargo Neto abordou o tema 
                                          "Missão Educativa do Centro Espírita"
Ressaltando o caráter instrutivo e moralizante da doutrina codificada por Allan Kardec, Velocino discorreu brilhantemente sobre a função primacial do Centro Espírita: a formação de pessoas espiritualizadas e benévolas.


 Velocino diante do auditório atento.

(Clicar nas imagens para ampliá-las)
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3ª Palestra - - Na tarde de 23-11-2013 às 16h, Jason de Camargo, ex-presidente da FERGS, discorreu sobre "O Caminho das Virtudes", título do seu livro mais recente.

Descontraído e espirituoso, Jason envolveu o auditório num clima leve e agradável enquanto falava sobre o assunto que aborda em seus dois livros publicados: a educação dos sentimentos.

Após concluir sua apreciada palestra,
Jason passou a autografar exemplares de suas produções bibligráficas.
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4ª Palestra - Em 30-11-2013, o psicólogo Luis Augusto Sombrio palestrou sobre "O Desafio da Aceitação".
Lembrando exemplos da submissão de Jesus à vontade de Deus, o orador argumentou que precisamos aprofundar o autoconhecimento aceitando-nos como seres espirituais a vivenciar fase evolutiva ainda deficitária, aceitando o próximo como ele é e, principalmente, procurando conhecer e realizar o plano de Deus em nossas vidas. 

Sombrio, iluminado, soube cativar a atenção e conquistar o aplauso das pessoas presentes no auditório do nosso pequeno Instituto, que completou seu 82º ano de existência, fundado que foi em 21-11-1931.

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AGRADECIMENTO - A diretoria do IETRD agradece aos oradores convidados, aos associados e às demais pessoas que contribuíram para a realização desde exitoso ciclo de palestras comemorativo. Agradece igualmente aos abnegados benfeitores espirituais que sempre apoiam anonimamente nossos esforços de divulgação do pensamento espírita.  

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Psiquiatra recebe visita de cliente falecida

Tanatologia é uma palavra de origem grega: Tanathos - o deus da morte e logia - ciência: "Ciência da Morte e do Morrer", re-descoberta pela psiquiatra Elizabeth Kübler Ross, M.D. (1926-2004)

  Esta ciência deve ser estudada e exercitada por todos, pois diz respeito a todo e qualquer ser humano, enfatiza a criadora desta especialização médica.
  Quando começou a empregar a tanatologia com os seus pacientes terminais e suas famílias, a Dra. Ross não foi bem aceita nos hospitais onde trabalhava, nem pelos médicos (seus colegas) nem pela enfermagem. Apelidaram-na de "Dra. Urubu".
Drª. Elisabeth com uma  das
suas pacientes
   A rejeição a novos conceitos é fato corriqueiro entre os detratores e difamadores que, costumam fazer suas obras e manobras de destruição aprioristicamente, sem sequer se enfronharem no assunto com a profundidade e a aplicação requeridas pela metodologia científica.

   O orgulho e a vaidade de certos cientistas, infelizmente, em grande maioria, também é corriqueiro e normal. É só confirmar com o histórico das grandes descobertas em todas as áreas das ciências.  

              FATO INUSITADO: Visita de uma paciente já falecida (*) 
A Dra. Elisabeth Kübler Ross deu um depoimento interessante e importantíssimo, vindo de quem veio, para os autores do livro "Hello from Heaven", o casal Bill e Judy Guggenheim.Quando ainda na fase da rejeição aos seus métodos, Elizabeth estava programada para fazer uma palestra durante à tarde, no hospital onde trabalhava e mantinha o seu consultório.
Pensativa, antes de descer para ministrar a palestra, Kübler Ross resolveu desistir da tanatologia. Estava difícil: as pessoas a magoaram e não acreditavam nos seus conceitos. Acabada a sessão, a médica decidiu, sem que ninguém o soubesse antecipadamente, que iria "pendurar as chuteiras" para sempre.
Terminada a palestra, a psiquiatra pegou o elevador rumo ao seu consultório. Quando abriu a porta no seu andar, uma mulher a aguardava. Surpresa, mas sem demonstrá-lo, a tanatóloga nela reconheceu uma paciente falecida há uns dois anos.
- Boa tarde!  saudou-a a ex-paciente.
Ela respondeu à saudação e começou a andar em direção ao seu consultório.
A mulher seguia rente e, como boa cientista, a médica analisava calada e friamente a situação: a "solidez" e o calor emanado do "corpo" da paciente, o deslocamento de ar provocado pelos seus passos rápidos, os ruídos dos seus sapatos no chão, a respiração, enfim, nos momentos de silêncio que precederam a entrada das duas no consultório, a paciente foi diligentemente examinada.
- Dra. Kübler Ross, a senhora sabe quem sou eu? Reconheceu-me?
Sim, você é a Sra. "fulana de tal", falecida há dois anos.
Pois bem, sou "a fulana de tal", e mandaram-me aqui para impedi-la de abandonar o seu trabalho com os pacientes terminais e as suas famílias, como deseja. Fui muito ajudada pela senhora e pelo reverendo. A senhora não pode se furtar de oferecer o consolo e a esperança na outra vida aos que deles necessitam e a minha embaixada é neste sentido. Mandaram-me arrancar da senhora, a promessa de que não vai desistir, a senhora não pode fazer isto.
E a doutora concordou e fez a promessa. Entretanto, seu espírito científico exigiu-lhe uma prova proporcionada pela embaixatriz inusitada. E a mulher, sem titubear, pegou a caneta e o papel que a médica lhe ofereceu, escrevendo uma mensagem de agradecimento ao reverendo que ajudou a médica, dela cuidando nos últimos dias de vida e assinou o agradecimento.
Então, a mulher levantou-se, estendeu a mão à médica (a temperatura e solidez normais, um aperto de mão comum a todos os "viventes" - observou a cientista) e encaminhou-se para a porta.
A médica abriu a porta e a "cliente" passou por ela e ganhou o corredor.
A doutora fechou a porta e, imediatamente, tornou a abri-la. E não havia viv'alma no extenso corredor...
(*) Fenômeno ectoplásmico de “materialização de espírito”, estudado no Espiritismo e na Metapsíquica.

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LEMBRETE - Numa das postagens anteriores, há a uma entrevista concedida pela Dra. Ross.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

A morte não mata ninguém... (Vídeo)

"Esta trova que me ocorre / Velha confusão desarma: /Somente o corpo é que morre; / O espírito desencarna." (afm)
Assista ao vídeo lincado abaixo, e deixe que a doutrina espírita desmitifique a morte:
É só clicar:

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Jorge Andréa homenageado no ICEB

A merecida homenagem ao renomado psiquiatra, escritor e conferencista, foi realizada no Rio de Janeiro, na sede do Instituto de Cultura Espírita do Brasil, no dia 10 de agosto de 2013, data em que Jorge Andrea dos Santos completou 97 anos na atual vida física.

O coordenador e professor responsável pela Escola Internacional de Medicina e Espiritualidade, Dr. Sérgio Felipe de Oliveira, entregou ao Dr. Jorge Andrea diploma conferindo-lhe o título de Professor Emérito da UNIESPÍRITO.

Em seu discurso ao homenageado, que contabiliza varias décadas de bons serviços prestados ao movimento espírita, Sérgio Oliveira disse que “os temas de que o Dr. Jorge Andréia trata no livro Nos alicerces do inconsciente inspiraram o seu trabalho como médico, marcando profundamente o seu roteiro de vida”.
 .
Saiba mais em:

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

A Verdade (Pedro de Camargo, o Vinicius)

   A verdade não é aquilo que nos convém, nem o que nos interessa, nem o que nos é afim, nem mesmo aquilo que podemos aceitar com simpatia. 
    A verdade é o que é: é a realidade viva e crua, consoante à revelação, que os fatos atestem tantas vezes se apele para seu testemunho.
   A verdade é, muitas vezes, aquilo que não queremos que seja; aquilo que nos desagrada, aquilo com que antipatizamos, aquilo que nos prejudica o interesse, nos abate e nos humilha, aquilo que nos parece extravagante e, até mesmo, aquilo que não cabe em nós.
   A verdade não se acomoda ao homem, nem às coisas desta vida. O homem é que se há-de acomodar a ela, se a quiser conhecer e possuir.
   A verdade é sempre senhora e soberana; jamais se curva; jamais se torce; jamais se amolda. 
   Quem desconhece a verdade é indigno da mesma verdade, porque só a desconhecem aqueles que a rejeitam.  E homens há que tão repetidamente a têm repudiado que acabam por não saber mais o que ela seja, como sucedeu a Pilatos.
   A sociedade é composta por Pilatos em sua maioria, originando daí as intermináveis controvérsias e querelas em torno das questões claras e simples.
   Os homens perderam noção da verdade; tantas vezes a sacrificaram em prol de seus mesquinhos interesses. Não obstante, o mundo precisa da verdade, e sem ela não pode passar.
   Os homens empregam mil engenhos, e mil artifícios para sustentar o regime da mentira, cujos proventos imaginam fruir; mas as coisas se vão complicando de tal maneira que, num dado momento, não haverá mais engenho nem artifício capaz de suster a falsa situação em que se colocam; tal a origem das grandes comoções sociais.
   A verdade, às vezes, custa tudo o que  possuímos. Tal é a interpretação das palavras do grande Mestre da Verdade:  - “Quem não abre mão de tudo quanto tem, não pode ser meu discípulo”.

[ Extrato do livro Nas Pegadas do Mestre, de Vinicius.  FEB. Rio, 1959 ]

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Reencarnação: Menino lembra ter sido o seu próprio avô

O menino Ian Hagedorn de 5 anos de idade, que além de lembrar de sua última reencarnação, quando foi seu próprio avô, traz, em seu novo corpo, as marcas (birh marks) da causa mortis da sua desencarnação anterior.
 
Para assistir ao vídeo ilustrativo do caso, clique no link abaixo:
 
A quem interessar saber mais sobre o assunto, recomendamos a leitura de pesquisas constantes de livros como:

1. ANDRADE, Hernani G. Reencarnação no Brasil. Ed. O Clarim.
2. STEVENSON, Iam. Vinte Casos sugestivos de Reencarnação. Ed. Vida & Consciência.
3. STEVENSON, Iam. Crianças que se lembram de vidas passadas. Ed. Vida & Consciência.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Este livro salvou-me a vida...

    Allan Kardec, o Codificador da Doutrina Espírita, naquela triste manhã de abril de 1860, estava exausto, acabrunhado.
Fazia frio.
Muito embora a consolidação da Sociedade Espírita de Paris e a promissora venda de livros, escasseava o dinheiro para a obra gigantesca que os Espíritos Superiores lhe haviam colocado nas mãos.
A pressão aumentava... Missivas sarcásticas avolumavam-se à mesa.
Quando mais desalentado se mostrava, chega a paciente esposa, Madame Rivail - a doce Gaby -, a entregar-lhe certa encomenda, cuidadosamente apresentada.
O professor abriu o embrulho, encontrando uma carta singela. E leu:
"Sr. Allan kardec:
Respeitoso abraço.
Com a minha gratidão, remeto-lhe o livro anexo, bem como a sua história, rogando-lhe, antes de tudo, prosseguir em suas tarefas de esclarecimento da Humanidade, pois tenho fortes razões para isso.
Sou encadernador desde a meninice, trabalhando em grande casa desta capital.
Há cerca de dois anos casei-me com aquela que se revelou minha companheira ideal.
Nossa vida corria normalmente e tudo era alegria e esperança, quando, no início deste ano, de modo inesperado, minha Antoinette partiu desta vida, levada por sorrateira moléstia.
Meu desespero foi indescritível e julguei-me condenado ao desamparo extremo.
Sem confiança em Deus, sentindo as necessidades do homem do mundo e vivendo com as dúvidas aflitivas de nosso século, resolvera seguir o caminho de tantos outros, ante a fatalidade...
A prova da separação vencera-me, e eu não passava, agora, de trapo humano.
Faltava ao trabalho e meu chefe, reto e ríspido, ameaçava-me com a dispensa.
Minhas forças fugiam.
Namorava diversas vezes o Rio Sena e acabei planejando o suicídio.
“Seria fácil, não sei nadar” – pensava.
Sucediam-se noites de insônia e dias de angústia.
Em madrugada fria, quando as preocupações e o desânimo me dominaram mais fortemente, busquei a Ponte Marie.
Olhei em torno, contemplando a corrente...
E, ao fixar a mão direita para atirar-me, toquei um objeto algo molhado que se deslocou da amurada, caindo-me aos pés.
Surpreendido, distingui um livro que o orvalho umedecera.
Tomei o volume nas mãos e, procurando a luz mortiça de poste vizinho, pude ler, logo no frontispício, entre irritado e curioso.
“Esta obra salvou-me a vida. Leia-a com atenção e tenha bom proveito. - A. Laurent.”
Estupefato, li a obra - “O Livro dos Espíritos” - ao qual acrescentei breve mensagem, volume esse que passo às suas mãos abnegadas, autorizando o distinto amigo a fazer dele o que lhe aprouver.
Ainda constavam da mensagem agradecimentos finais, a assinatura, a data e o endereço do remetente.
O Codificador desempacotou, então, um exemplar de “O Livro dos Espíritos” ricamente encadernado, em cuja capa viu as iniciais do seu pseudônimo e na página do frontispício, levemente manchada, leu com emoção não somente a observação a que o missivista se referira, mas também outra, em letra firme: - “Salvou-me também. Deus abençoe as almas que cooperaram em sua publicação. - Joseph Perrier.”
Após a leitura da carta providencial, o Professor Rivail experimentou nova luz a banhá-lo por dentro...
Conchegando o livro ao peito, raciocinava, não mais em termos de desânimo ou sofrimento, mas sim na pauta de radiosa esperança.
Era preciso continuar, desculpar as injúrias, abraçar o sacrifício e desconhecer as pedradas...

Diante de seu espírito turbilhonava o mundo necessitado de renovação e consolo.
Allan Kardec levantou-se da velha poltrona, abriu a janela à sua frente, contemplando a via pública, onde passavam operários e mulheres do povo, crianças e velhinhos...
O notável obreiro da Grande Revelação respirou a longos haustos, e, antes de retomar a caneta para o serviço costumeiro, levou o lenço aos olhos e limpou uma lágrima...  
Texto de Hilário Silva (espírito), extrato do livro O Espírito da Verdade,  psicografado por Francisco Cândido Xavier.
 


terça-feira, 6 de agosto de 2013

Reencarnação óbvia: Pianista talentoso aos 5 anos de idade...

  Tsung-Tsung é um menino chinês de Hong Kong, que toca piano desde três anos de idade.
Recentemente,  apresentando-se no programa televisivo Ellen Show, nos Estados Unidos, demonstrou ser um talentoso pianista-prodígio numa performance da acelerada composição "Flight of the Bumblebee” (Voo do besouro), de Nikolai Rimsky-Korsakov.
A fama de Tsung-Tsung cresceu muito após seu vídeo ter sido acessado mais de 2 milhões de vezes.

Para assisti-lo, clique nos links abaixo:
 
Aos 6 anos de idade (2013) no Ellen Show: 

https://www.youtube.com/watch?v=x4fFgZm5YDA

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Palestra do prof. Vinicius Lousada (vídeo)

Para assistir à gravação da palestra
"Espiritismo, do que se trata mesmo?"
proferida em 27-07-2013 pelo Prof. Vinícius Lima Lousada, 
clique no link abaixo: 
Nota: Se a velocidade da sua conexão for alta, mude para a qualidade HD (720 pixels)

domingo, 7 de julho de 2013

Entrevista com a psiquiatra Elisabeth Kübler Ross (tanatóloga)


A Dra. Elisabeth Kübler-Ross (1926–2004) estudou Medicina em Zurich (Suíça), onde se formou. Em 1963 ocupou o cargo da Cátedra de Psiquiatria em Denver/Colorado (EUA). Desde então dedicou sua vida ao estudo da morte como fenômeno humano e social, entrevistando milhares de moribundos e avaliando os resultados segundo uma rigorosa metodologia científica desenvolvida por ela mesma. Seu primeiro livro, “Sobre a Morte e o Morrer”, publicado em 1969, se converteu em um best seller internacional de referência obrigatória para os especialistas em matéria de Tanatologia. A renomada psiquiatra, tanatóloga, escritora e pesquisadora, em 1991 já havia recebido 28 títulos Honoris Causa concedidos por universidades de todo o mundo.
A renomada tanatóloga suíça entrevistou milhares de pessoas que, depois de estarem clinicamente mortas, voltaram à vida. De suas experiências extraiu uma reconfortável conclusão: a morte é uma experiência doce e positiva.

Transcrevemos a seguir a entrevista concedida em 1991 à revista espanhola “Muy Especial”

Pergunta: Professora Kübler-Ross, você conversou com mais moribundos do que qualquer outra pessoa no mundo. Se alguém sabe sobre o que para nós significa a morte, esse alguém é você. Poderia dizer-nos o que é a morte?
Kübler-Ross: Efetivamente, tive ocasião de falar com mais de 20.000 enfermos desenganados e também com muitos ressuscitados, pessoas clinicamente mortas às quais se conseguiu reanimar. Por isso a morte é algo muito natural para mim. E, depois de mais de vinte anos de investigação, cheguei à conclusão de que Aa morte não é o fim da vida senão uma transição para outra vida. Depois da morte a vida segue, mas de outra maneira distinta.
Pergunta: Como devemos imaginar esta transição?
Kübler-Ross: Sempre recorro ao exemplo da larva da borboleta em seu casulo. Quando a larva, a falta de vitalidade, esgota seu tempo, deixa de existir como tal para converter-se em uma borboleta. Tudo isto é simbólico, claro.
Pergunta: Poderia nos explicar com uma linguagem um pouco menos simbólica?
Kübler-Ross: Quando ao corpo falta a vitalidade, a alma o abandona. Sai do corpo, mas continua viva: continua crescendo, continua trabalhando, continua relacionando-se com as demais. Depois de mortos fisicamente, conservamos uma personalidade muito similar à que tínhamos quando vivos.
Pergunta: Significa isto, em sua opinião, que nossa alma é imortal?
Kübler-Ross: Sim, a alma é imortal. Nada nem ninguém a pode aniquilar.
Pergunta: Você se fez famosa, mais por seus estudos sobre a psicologia do moribundo, por suas investigações acerca dos caminhos que levam ao Mais Além. Sabemos que tem recopilado e avaliado milhares de ressuscitados. Que experimentaram estas pessoas ao morrer? Existem coincidências?
Kübler-Ross: Todos os casos são distintos, como é lógico. Mas há certos fatores que se repetem em todas as culturas e religiões. A principal coincidência é que todos descrevem sua morte como uma experiência doce e positiva. A maioria dos ressuscitados eram conscientes de encontrarem-se no umbral da morte. Logo, de repente saíam de seu corpo. Muitos puderam observar-se a si mesmos, ou melhor dizendo, a seus corpos, prostrados na cama do hospital, na sala de cirurgias de urgência ou presos entre os restos dos carros acidentados, conforme onde lhes havia sobrevindo a morte...
Pergunta: Um momento, por favor. Como funciona isto, como abandona a alma o seu corpo?
Kübler-Ross: Depende. Mas em regra geral é como um sopro de ar. Puft! E já está! Às vezes nem sequer nos damos conta do processo. Muitos enfermos me disseram que de repente se surpreendiam a si mesmos flutuando no ar, sobre seu próprio corpo, perto de teto da habitação.
 Pergunta: Em que momento se produz o abandono? Quando já não se registram ondas cerebrais e a curva do eletroencefalograma fica plana?
Kübler-Ross: Não, não tem nada a ver com as ondas cerebrais. O instante do No caso de um acidente de tráfego, pode ser que a alma saia do corpo já antes do choque.
 Pergunta: Em certa ocasião você mesma esteve a um passo da morte, não é assim?
Kübler-Ross: Ocorreu no apartamento da minha irmã, em Basilea, enquanto fazíamos a refeição matinal. De pronto soube que ia morrer. Fui consciente de que sucederia nos próximos dois segundos, mas não me assustei, nem tampouco me senti triste ou decepcionada. Pelo contrário. Estava entusiasmada, embora também surpreendida pelo que me fora tocada de súbito. Tive tempo de pensar em meus projetos, em todas essas coisas que deixaria sem fazer nesta vida. Logo me sobreveio uma onda quente que subia de baixo. Começou nos dedos dos pés e inundou todo meu corpo. Fantástico! Me sentia completamente feliz. Também pensei que teria que contar à minha irmã tudo o que estava experimentando ao morrer, com o fim de dispor por uma vez de um testemunho direto.
 Pergunta: Chegou você a descrever realmente o processo da morte?
Kübler-Ross: Pois, sim. Mas não foi fácil. Durante minha morte passaram tantas coisas em tão pouco tempo, que não pude relatá-las com a suficiente rapidez. Fiz o que pude. Tive que descrever o lado físico, o emocional, o intelectual e o mental de minha experiência, até que soube chegado o momento em que minha alma deixaria meu corpo. Tive a impressão de estar deslizando a grande velocidade por um trampolim de salto de esqui. E o que fazer justo antes de chegar ao final, justo antes do vazio, era adotar a postura correta para dar o grande salto. Pelos muitos testemunhos que havia estudado, assim como por minhas próprias experiências extracorporais, sabia que, adotando a postura correta, poderia voar.
No momento da decolagem, me deu tempo de gritar: “Lá vou!” Pelo menos assim me contou depois minha irmã. O que percebi naquele momento foi algo assim como um relâmpago, uma descarga. Foi maravilhoso: me sentia no céu. Logo perdi a razão. Quando recobrei o sentido estava tombada sobre a mesa, com o café derramado e a floreira feita pedaços no solo. Minha irmã, completamente lívida, queria levar-me ao hospital, mas neguei-me. Já estava de volta ao meu corpo, sã e salva.
 Pergunta: A que se referia com o segundo nível de que queria você livrar-se?
Kübler-Ross: Torna-se muito difícil explicar, mas tentarei. Estando em nosso corpo, nos encontramos no primeiro escalão, o físico. É o nível da consciência. Com a morte fisiológica, a alma ascende ao segundo nível, onde não existe o tempo e nem a distância. Aqui temos a faculdade de perceber, que é um passo a mais além da consciência: a alma pode ler o pensamento dos vivos, pode deslocar-se com a velocidade da luz e ainda mais depressa, pode estar em muitos lugares ao mesmo tempo e pode, enfim, fazer qualquer coisa que as limitações da nossa existência terrena nos impedem. Neste nível só aparecem seres queridos já falecidos ou figuras boas religiosas, como o anjo da guarda ou a Virgem Maria, se é que somos católicos.
Estes espíritos procedentes do outro lado nos tranquilizam com sua presença e nos guiam até o seguinte escalão. Todavia no segundo nível a alma também vive todas as projeções e sombras que leva dentro, o qual pode chegar a ser muito desagradável. Se alguém teme o Diabo, vai levá-lo. Aqui no segundo nível não se livrará de sua angústia.
 Pergunta: Mas no terceiro nível tais problemas desaparecem, não? É ali onde está essa luz da qual você nos falou, o Mais Além?
Kübler-Ross: Sim. Mas o Mais Além, não é um lugar: é uma forma de existência, é energia psíquica em estado puro. É amor. E nessa comunhão de amor, de posse do conhecimento pleno, vivem as almas, os espíritos, embora de certo modo continuem conservando uma espécie de personalidade própria.
 Pergunta: Continuam as almas do Mais Além presentes no mundo terreno?
Kübler-Ross: Se tivermos assuntos pendentes aqui, por exemplo, filhos pequenos ou se a família não está preparada para aceitar nossa perda, então podemos vir dar uma olhadinha de quando em quando. Todavia as almas no Mais Além têm seus próprios assuntos a resolver, pelo que cada vez se vão desprendendo mais deste mundo terreno.
 Pergunta: Quais são esses assuntos?
Kübler-Ross: Todos temos uma missão na vida, e se não a conseguimos completar aqui na Terra, teremos que continuar trabalhando, espiritualmente, entenda-se, no Mais Além.
 Pergunta: Você está convencida de que o Mais Além existe de verdade?
Kübler-Ross: Sim, absolutamente. 
(Extraído da revista espanhola “Muy Especial”, de janeiro de 1991, nº4, traduzida por Teresinha Colle)

domingo, 23 de junho de 2013

Divaldo e as Atuais Manifestações Populares no Brasil


932. Por que, no mundo, tão amiúde, a influência dos maus sobrepuja a dos bons?
 Resposta - “Por fraqueza destes. Os maus são intrigantes e audaciosos, os bons são tímidos.
Quando estes o quiserem, preponderarão.”
(Item d'O Livro dos Espíritos", de Allan Kardec, 1857)
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Diante do sofrimento das massas humanas, nos mais diferentes sistemas governamentais pelo mundo, destaca-se a injustiça social que responde pela miséria de diversas expressões que se expande terrivelmente...
As promessas antes das eleições nos governos democráticos fascinam as multidões, especialmente aquelas que são menos aquinhoadas pelo conhecimento, que se rebolcam nos guetos em que se encontram ou nas ruas apinhadas, mas logo passa o período das eleições e são arquivadas. Homens e mulheres que se apresentavam com posturas confiáveis e com discurso lúcido, chegando ao poder permitem-se corromper pelos vícios existentes e esquecem-se do povo que os elegeu.
Invariavelmente preocupam-se com os programas dos partidos aos quais pertencem, com os grupos a que se vincularam e repartem entre eles as fatias saborosas do poder, preservando tudo aquilo quanto combatiam com vigor.
...E a miséria prossegue em liberdade ameaçando ou aniquilando as esperanças de melhores dias.
No Império Romano, por exemplo, a grande preocupação de alguns poderosos era distrair os desocupados, entenda-se: os sem teto, os sem trabalho, os sem direitos de cidadania com o panem et circenses, com o que os divertia, a fim de que esquecessem o abandono a que eram relegados, dando lugar a espetáculos de hediondez que ficaram célebres na memória da História...
Infelizmente, ainda hoje o expediente nefando é utilizado por alguns governos insensíveis que oferecem circo e nem sequer ofertam pão...
O clamor da miséria, no entanto, é muito poderoso, e foi esse estado que se responsabilizou pela Revolução Francesa de 1789 e inúmeras outras, culminando, na atualidade, com a denominada Primavera Árabe, que vem tentando retirar do poder verdadeiros sicários dos seus países.
As injustiças sociais não são resolvidas com migalhas, com soluções apressadas em decorrência do medo, quando passam de vítimas a ameaçadoras, mas através de leis nobres e bem aplicadas.
Divaldo Pereira Franco
(Jornal A Tarde – Salvador/BA - 08/07/2013)
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 Quando as injustiças sociais atingem o clímax e a indiferença dos governantes pelo povo que estorcega nas amarras das necessidades diárias, sob o açodar dos conflitos íntimos e do sofrimento que se generaliza, nas culturas democráticas, as massas correm às ruas e às praças das cidades para apresentar o seu clamor, para exigir respeito, para que sejam cumpridas as promessas eleitoreiras que lhe foram feitas...

Já não é mais possível amordaçar as pessoas, oprimindo-as e ameaçando-as com os instrumentos da agressividade policial e da indiferença pelas suas dores.
O ser humano da atualidade encontra-se inquieto em toda parte, recorrendo ao direito de ser respeitado e de ter ensejo de viver com o mínimo de dignidade.
Não há mais lugar na cultura moderna, para o absurdo de governos arbitrários, nem da aplicação dos recursos que são arrancados do povo para extravagâncias disfarçadas de necessárias, enquanto a educação, a saúde, o trabalho são escassos ou colocados em plano inferior.
A utilização de estatísticas falsas, adaptadas aos interesses dos administradores, não consegue aplacar a fome, iluminar a ignorância, auxiliar na libertação das doenças, ampliar o leque de trabalho digno em vez do assistencialismo que mascara os sofrimentos e abre espaço para o clamor que hoje explode no País e em diversas cidades do mundo.
É lamentável, porém, que pessoas inescrupulosas, arruaceiras, que vivem a soldo da anarquia e do desrespeito, aproveitem-se desses nobres movimentos e os transformem em festival de destruição.
Que, para esses inconsequentes, sejam aplicadas as corrigendas previstas pelas leis, mas que se preservem os direitos do cidadão para reclamar justiça e apoio nas suas reivindicações.
O povo, quando clama em sofrimento, não silencia sua voz, senão quando atendidas as suas justas reivindicações. Nesse sentido, cabe aos jovens, os cidadãos do futuro, a iniciativa de invectivar contra as infames condutas... porém, em ordem e em paz.
* Fonte: http://atarde.uol.com.br/materias/1512342