segunda-feira, 18 de abril de 2016

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Convite Especial

No dia 11 de novembro teremos a presença de Moacir de Araújo Lima, com sessão de autógrafos do livro "Perdão e Crônicas para uma Vida Plena", que estará sendo lançado na feira do livro neste sábado. 

Primeira palestra comemorativa do aniversário da casa.

Realizou-se ontem a primeira palestra comemorativa ao aniversário da casa, com Aureci Figueiredo Martins, trabalhador da casa há muitos anos e divulgador da Doutrina Espírita.

domingo, 25 de outubro de 2015

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Programação do mês de aniversário da casa

No dia 21 de novembro nossa casa estará completando 84 anos. Preparamos um programação especial. Compareça!


Para ampliar, clique na imagem.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

quarta-feira, 29 de julho de 2015

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Visitas da caravana do Departamento da Família

A  primeira foto é de  junho e foi na Geriatria Vovô Francisco. A segunda é de julho na, Geriatria Casagrande.
As visitas são feitas mensalmente aos sábados à tarde.


segunda-feira, 29 de junho de 2015

domingo, 17 de maio de 2015

Primeira etapa do Minicurso para Facilitadores de Grupos de Estudo da Doutrina Espírita

Foi realizada neste sábado a primeira etapa do minicurso para facilitadores dos grupos de estudo da Doutrina Espírita. A segunda etapa será realizada no dia 30 de maio, das 13h30min às 15h30min.
 

sábado, 16 de maio de 2015

Grupo de Pais

Nosso Grupo de Pais em atividade realizada hoje pela manhã. Nos reunimos todos os sábados, às 10h30min. Participe!

domingo, 12 de abril de 2015

EVANGELHO NO LAR


A IMPORTÂNCIA DO EVANGELHO NO LAR

1. Estudar o Evangelho de Jesus possibilita compreender os ensinamentos Cristãos, cuja prática nos conduz ao aprimoramento moral.

2. Criar nos lares o hábito de se reunir em família, para despertar e acentuar nos familiares o sentimento de fraternidade.

3. Higienizar o lar para pensamentos e sentimentos elevados e favorecer a influência dos mensageiros do bem.

4. Elevar o padrão vibratório dos componentes do lar e contribuir com o plano espiritual na obtenção de um mundo melhor.

COMO FAZER O EVANGELHO NO LAR

1.  Escolha o dia de sua preferência. O Evangelho no Lar deverá ser realizado sempre no mesmo dia da semana. Ex: Se escolher quarta-feira às 20h, deverá ser realizado em todas as quartas-feiras às 20h.

2. Escolha um aposento silencioso e agradável da casa e que esteja com os aparelhos eletro-eletrônicos desligados.

3. Coloque uma jarra com água sobre a mesa, para fluidificação e copos em número correspondente aos integrantes do Evangelho.

4. Fazer a prece de abertura, a que toque mais fundamente o sentimento familiar. Pode ser uma prece pronta ou uma prece espontânea, o importante é o sentimento da fé e a confiança na Proteção Divina.

5. Após, fazer uma leitura breve de O Evangelho Segundo o Espiritismo. Comentar com palavras próprias o trecho lido. No início poderá existir certa timidez,  mas, com o correr do tempo, os comentários surgirão espontaneamente pois que os Espíritos amigos estarão auxiliando na compreensão dos textos selecionados.

6. Os demais integrantes poderão tecer comentários também, caso o desejem, mesmo que estes levem a assuntos pessoais e/ou a diálogos, naturalmente que sempre pertinentes ao tema em foco. O Evangelho no Lar é antes de tudo uma reunião de Espíritos reencarnados no mesmo ambiente, buscando através da prece, da elevação de pensamentos e do diálogo fraterno, o amparo e o auxílio do Mais Alto para seus problemas e necessidades. Não deve ser jamais solene ou ritualístico, com palavras e movimentos decorados. Nesse momento também não cabem discussões ou agressões. O importante é a oportunidade de refletir sobre os assuntos de maneira fraterna.

7. Para incentivar a participação dos filhos ou demais membros é conveniente pedir que leiam mensagens espíritas, para reflexão do grupo. Incentivar também, com carinho, o comentário após a leitura. Sugerimos aqui os livros Fonte Viva e/ou Pão Nosso, de Emmanuel, Agenda Cristã e/ou Sinal Verde, de André Luiz.

8. Proferir a prece de encerramento e rogar, como exemplo, pela paz, harmonia, saúde e felicidade dos membros da reunião e de todos com os quais convivem. Desejando, rogar também pelos doentes, desamparados e sofredores da Terra.

9. É completamente desaconselhável manifestação mediúnica durante o Evangelho no Lar.

10. Servir, após a prece de encerramento, a água fluidificada.
      11. Tempo: o necessário para a família. Sugere-se uma reunião de 10 a 20 minutos.

Comemoração ao Mês do Livro Espírita - Palestra com Jerri Almeida

Na sequência da comemoração ao Mês do Livro Espírita, tivemos ontem a bela palestra de Jerri Almeida, sob o tema "Kardec e a Revolução na Fé".
Na próxima quarta, dia 15 de abril, às 16 horas, teremos a presença de Gládis Pedersen, com o tema "Educação, a Arte de Manejar o Caráter".

sexta-feira, 20 de março de 2015

CORRUPÇÃO, ONDE MORAS?

CORRUPÇÃO, ONDE MORAS?
20 de março de 2015
MILTON R. MEDRAN MOREIRA*
Claro que não. A corrupção não está no Legislativo. Tampouco no Executivo, no Judiciário ou na atividade privada. A corrupção está na alma humana. Rousseau recusava a ideia de que gente nascesse com ela: a convivência com o outro dela nos contamina. Já Hobbes, para quem “o homem é o lobo do homem”, sustentou estarmos todos inoculados de seu veneno. O egoísmo, combustível a nos arremessar contra o outro, só poderia ser aplacado pelo pacto social de que resultara o Estado.
Antes deles, o mito judaico da criação figurou o homem como um ser angelical, saído perfeito do sopro divino que lhe deu vida no barro. O pecado, fruto da convivência com o outro, o contaminaria.
Conceda-se um pouco de razão a cada um. Parece mesmo que viver e, especialmente, viver com o outro, nos corrompe. Como reconheceria Sartre, “o inferno é o outro”. O outro, neste momento, são o Executivo, o Legislativo, as empreiteiras, os doleiros, os partidos políticos…
Teoricamente, fizemos o pacto social que evoluiu para o Estado democrático de direito. Ele iria nos libertar da esperteza do outro e de sua maldade, sempre à espreita para nos prejudicar em benefício próprio. Mas logo se percebeu que “hecha la ley, hecha la trampa”. O leviatã que nos defenderia do outro mostrou-se incapaz de nos proteger.
Anuncia-se um pacote anticorrupção. Que outros mecanismos externos ainda poderão ser implantados? Não estão eles devidamente estruturados na Constituição, nas leis penais e de responsabilidade civil, nos tantos e tão complexos mecanismos de fiscalização, de imposição de sanções administrativas e judiciais consubstanciadas no Estado?
Tempos assim trazem um alerta para o qual, quem sabe, ainda não demos a devida atenção. Há na alma humana mecanismos internos de transformação bem mais poderosos do que todos os esforços já empreendidos para nos proteger da maldade alheia. Eles apontam para nossas próprias imperfeições. A História tem comprovado a imensa capacidade de transformações sociais e políticas conquistadas por esse poderoso elã coletivo que, agora, se revigora entre nós. Mas seremos capazes de investir o mesmo esforço no afã individual de transformação? Ou teríamos esquecido a grande lição presente nas mais caras tradições filosóficas, segundo as quais a corrupção nasce e vive na alma humana e só ali pode ser morta?
(*) Advogado e jornalista, presidente do Centro Cultural Espírita de Porto Alegre: medran@via-rs.net

Fonte: http://wp.clicrbs.com.br/…/…/20/artigo-corrupcao-onde-moras/
MILTON R. MEDRAN MOREIRA Advogado e jornalista, presidente do Centro Cultural Espírita de Porto Alegre Claro que não. A corrupção não está no Legis
wp.clicrbs.com.br

sexta-feira, 13 de março de 2015

quinta-feira, 5 de março de 2015

Visita da Caravana à Clínica de Geriatria Vovó Feliz

Em 28 de fevereiro, a caravana de visitação esteve visitando a Clínica de Geriatria Vovó Feliz.

sábado, 24 de janeiro de 2015

SÍNTESE DA DOUTRINA ESPÍRITA

                                (por Iraci de Oliveira, Presidente do Instituto Espírita Terceira Revelação Divina)
 
 
Introdução.

          Se voltarmos algum tempo atrás, na aurora da humanidade, e lembrarmos da época em que nos reuníamos ao redor do fogo, em noites escuras, quem sabe ainda cobertos de pelos e rostos com traços de primata e, pensativos, observávamos a lenha sendo consumida, o dançar das labaredas do fogo e as centelhas subindo ao firmamento repleto de estrelas a brilhar e, de repente, em um relance, como um despertar, indagamos, de onde tudo vem, desde as árvores de onde colhemos a lenha para o fogo, ou aquele lobo solitário que nos observa, ou a coruja que distante pia, a terra, o vento, a chuva e estrelas no firmamento, enfim tudo que existe.

A seguir então percebemos que existimos olhando os companheiros ao redor e perguntamos: Quem somos? De onde viemos?

E vendo a lenha a se consumir e as centelhas a subirem em direção aos céus, pensamos: E nós, para onde vamos? Como tudo isso surgiu? De onde tudo provém? Quem ou o que fez tudo isso?

 Ao que parece, essas perguntas devem ser as mais antigas que já fomos capazes de formular, como seres pensantes, conscientes do mundo que os cerca e com sentimentos de nós mesmos, perguntas essas que temos procurado responder ao longo da nossa  história, seja por meio da religião, da filosofia ou da ciência e que, mesmo em nossos dias, após milhares de anos da existência da Humanidade na Terra, ainda continuamos procurando respostas.

 
A Doutrina Espírita
 

A doutrina espírita, ou doutrina dos espíritos, como fonte de esclarecimento e sabedoria, apresenta preciosas respostas para nossas dúvidas, sejam do ponto de vista da filosofia, da ciência ou da religiosidade, a começar, pela beleza do raciocínio filosófico, contido em o Livro dos Espíritos, apresentando uma séria de perguntas e respostas, sobre questões existenciais, dentre tantas, questões sobre a existência de Deus, sobre os universos visíveis e invisíveis, os mundos e os seres que o habitam. O Espiritismo também, nos esclarecer sobre a existência da alma, dos seres corpóreos e incorpóreos e sobre a comunicabilidade entre essas duas dimensões em o Livro dos Médiuns e, do desenvolvimento dos sentimentos, da moralidade e da religiosidade, segundo a moral Cristã, conforme o Evangelho Segundo o Espiritismo. Além dessa tríade de obras, Alan Kardec também publicou as obras O Céu e o Inferno, A Gênese e O Que é o Espiritismo.

Segundo a Introdução do Livro dos Espíritos, para se designarem coisas novas são precisos termos novos. Assim o exige a clareza da linguagem, para evitar a confusão inerente à variedade de sentidos das mesmas palavras. Os vocábulos: espiritual, espiritualista, espiritualismo têm acepção bem definida. Quem quer que acredite ter em si alguma coisa além da matéria é espiritualista. A Doutrina espírita ou o Espiritismo tem por princípio as relações do mundo material com os Espíritos ou seres do mundo invisível. Os adeptos do Espiritismo serão os espíritas, ou, se quiserem, os espiritistas.

O Item VII da Introdução do Livro dos Espíritos contém uma breve um Resumo dos pontos mais importantes da doutrina espírita.

 Os seres que se comunicaram designam-se, a si mesmos, com o nome de Espíritos ou de Gênios, tendo pertencido, pelo menos alguns, a homens que viveram na Terra. Eles constituem o mundo espiritual, como nós constituímos, durante nossa vida, o mundo corporal.

Resumimos assim, em poucas palavras, os pontos mais importantes da Doutrina que eles nos transmitiram, a fim de respondermos mais facilmente a algumas objeções.

Deus:

A inteligência suprema causa primeira de todas as coisas.

 
          Deus é eterno, imutável, imaterial, único, todo-poderoso, soberanamente justo e bom.

Criou o universo, que compreende todos os seres animados e inanimados, materiais e imateriais.


Os Seres Materiais e Imateriais e os Mundos Material e Espiritual:

Os seres materiais constituem o mundo visível ou corporal; os seres imateriais, o mundo invisível ou espírita, ou seja, dos Espíritos.

O mundo espírita é o mundo normal, primitivo, eterno, preexistindo e sobrevivendo a tudo.

O mundo corporal é apenas secundário, poderia deixar de existir ou nunca ter existido, sem alterar a essência do mundo espírita.

Os Espíritos revestem temporariamente um corpo material perecível, cuja destruição pela morte lhes devolve a liberdade.

 

A Escolha da Espécie Humana para Encarnação dos Espíritos com Certo Grau de Evolução:

Entre as diferentes espécies de seres corporais, Deus escolheu a espécie humana para a encarnação dos Espíritos que atingiram certo grau de desenvolvimento, o que lhe dá a superioridade moral e intelectual sobre os demais.

 A alma é um Espírito encarnado, sendo o corpo apenas o seu envoltório.

A Constituição do Homem: Corpo – Espírito - Perispírito:

Há três coisas no homem: 1ª) o corpo ou ser material semelhante ao dos animais e animado pelo mesmo princípio vital; 2ª) a alma ou ser imaterial, Espírito encarnado no corpo; 3ª) o laço que une a alma ao corpo, princípio intermediário entre a matéria e o Espírito.

Assim, o homem tem duas naturezas: pelo corpo participa da natureza dos animais, dos quais tem os instintos; pela alma participa da natureza dos Espíritos.

O laço ou perispírito que une o corpo e o Espírito é uma espécie de envoltório semi material. A morte é a destruição do envoltório mais grosseiro. O Espírito conserva o segundo, que constitui para ele um corpo etéreo, invisível para nós no estado normal, mas que pode tornar-se algumas vezes visível e mesmo tangível, como ocorre no fenômeno das aparições.

Espírito não é, portanto, um ser abstrato, indefinido, que somente o pensamento pode conceber; é um ser real, definido, que, em alguns casos, pode ser reconhecido, avaliado pelos sentidos da visão, da audição e do tato.

Classes dos Espíritos

Os Espíritos pertencem a diferentes classes e não são iguais em poder, inteligência, saber e nem em moralidade. Os da primeira ordem são os Espíritos superiores, que se distinguem dos outros por sua perfeição, seus conhecimentos, sua proximidade de Deus, pela pureza de seus sentimentos e seu amor ao bem: são os anjos ou Espíritos puros. Os das outras classes não atingiram ainda essa perfeição; os das classes inferiores são inclinados à maioria das nossas paixões: ao ódio, à inveja, ao ciúme, ao orgulho, etc. Eles se satisfazem no mal; entre eles há os que não são nem muito bons nem muito maus, são mais trapaceiros e importunos do que maus, a malícia e a irresponsabilidade parecem ser sua diversão: são os Espíritos desajuizados ou levianos.

 
A Evolução dos Espíritos:
 
Os Espíritos não pertencem perpetuamente à mesma ordem. Todos melhoram ao passar pelos diferentes graus da hierarquia espírita. Esse progresso ocorre pela encarnação, que é imposta a alguns como expiação15 e a outros como missão. A vida material é uma prova que devem suportar várias vezes, até que tenham atingido a perfeição absoluta. É uma espécie de exame severo ou de depuração, de onde saem mais ou menos purificados.

 
A Erraticidade:

Ao deixar o corpo, a alma retorna ao mundo dos Espíritos, de onde havia saído, para recomeçar uma nova existência material, depois de um período mais ou menos longo, durante o qual permanece no estado de Espírito errante.

A Reencarnação:

O Espírito deve passar por várias encarnações. Disso resulta que todos nós tivemos muitas existências e que ainda teremos outras que, aos poucos, nos aperfeiçoarão, seja na Terra, seja em outros mundos.

A encarnação dos Espíritos se dá sempre na espécie humana; seria um erro acreditar que a alma ou o Espírito pudesse encarnar no corpo de um animal*.

As diferentes existências corporais do Espírito são sempre progressivas e o Espírito nunca retrocede, mas o tempo necessário para progredir depende dos esforços de cada um para chegar à perfeição.

 
As Qualidades da Alma - Homem Bom Espírito Bom:

As qualidades da alma, isto é, as qualidades morais, são as do Espírito que está encarnado em nós; desse modo, o homem de bem é a encarnação do bom Espírito, e o homem perverso a de um Espírito impuro.

 
A Individualidade da Alma – Diferente do Panteísmo:

 A alma tinha sua individualidade antes de sua encarnação e a conserva depois que se separa do corpo.

Na sua reentrada no mundo dos Espíritos, a alma reencontra todos aqueles que conheceram na Terra e todas as suas existências anteriores desfilam na sua memória com a lembrança de todo o bem e de todo o mal que fez.

 
            A Influência da Matéria sobre os Espíritos Encarnados:

 O Espírito, quando encarnado, está sob a influência da matéria. O homem que supera essa influência pela elevação e pela depuração de sua alma aproxima-se dos bons Espíritos, com os quais estará um dia. Aquele que se deixa dominar pelas más paixões e coloca todas as alegrias da sua existência na satisfação dos apetites grosseiros se aproxima dos Espíritos impuros, porque nele predomina a natureza animal.
 

A Pluralidade dos Mundos Habitados:

 Os Espíritos encarnados habitam os diferentes globos do universo.

Os Espíritos não encarnados ou errantes não ocupam uma região determinada e localizada, estão por todos os lugares no espaço e ao nosso lado, vendo-nos numa presença contínua. É toda uma população invisível que se agita ao nosso redor.

 
A Influência dos Espíritos Sobre o Mundo Moral:

 Os Espíritos exercem sobre o mundo moral e o mundo físico uma ação incessante. Eles agem sobre a matéria e o pensamento e constituem uma das forças da natureza, causa determinante de uma multidão de fenômenos até agora inexplicável ou mal explicada e que apenas encontram esclarecimento racional no Espiritismo.

 
As Relações e Atração dos Espíritos:

As relações dos Espíritos com os homens são constantes. Os bons Espíritos nos atraem e estimulam para o bem, sustentando-nos nas provações da vida e ajudando-nos a suportá-las com coragem e resignação. Os maus nos sugestionam para o mal; é um prazer para eles nos ver fracassar e nos assemelharmos a eles.

 
A Comunicação com os Espíritos:

As comunicações dos Espíritos com os homens são ocultas ou ostensivas. As comunicações ocultas ocorrem pela influência boa ou má que exercem sobre nós sem o sabermos; cabe ao nosso julgamento discernir as boas das más inspirações. As comunicações ostensivas ocorrem por meio da escrita, da palavra ou outras manifestações materiais, muitas vezes por médiuns que lhes servem de instrumento.

 
           Manifestação e Evocação dos Espíritos:

Os Espíritos se manifestam espontaneamente ou por evocação. Podem-se evocar todos os Espíritos, tanto aqueles que animaram homens simples como os de personagens mais ilustres, qualquer que seja a época em que viveram os de nossos parentes, amigos ou inimigos, e com isso obter, por meio das comunicações escritas ou verbais, conselhos, ensinamentos sobre sua situação depois da morte, seus pensamentos a nosso respeito, assim como as revelações que lhes são permitidas nos fazer.


A Atração dos Espíritos por Simpatia:

Os Espíritos são atraídos em razão de sua simpatia pela natureza moral do ambiente em que são evocados. Os Espíritos superiores se satisfazem com reuniões sérias em que dominam o amor pelo bem e o desejo sincero de receber instrução e aperfeiçoamento. A sua presença afasta os Espíritos inferiores que, caso contrário, encontrariam aí livre acesso e poderiam agir com toda a liberdade entre as pessoas levianas ou guiadas somente pela curiosidade. Em todos os lugares onde se encontram maus instintos, longe de obter bons conselhos, ensinamentos úteis, devem-se esperar apenas futilidades, mentiras, gracejos de mau gosto ou mistificações, visto que, frequentemente, eles tomam emprestado nomes veneráveis para melhor induzir ao erro.

Distinções entre os Bons e Maus Espíritos:

Distinguir os bons dos maus Espíritos é extremamente fácil. A linguagem dos Espíritos superiores é constantemente digna, nobre, repleta da mais alta moralidade, livre de toda paixão inferior; seus conselhos exaltam a sabedoria mais pura e sempre têm por objetivo nosso aperfeiçoamento e o bem da humanidade. A linguagem dos Espíritos inferiores, ao contrário, é inconsequente, muitas vezes banal e até mesmo grosseira; se por vezes dizem coisas boas e verdadeiras, dizem na maioria das vezes coisas falsas e absurdas por malícia ou por ignorância. Zombam da credulidade e se divertem à custa daqueles que os interrogam ao incentivar a vaidade, alimentando seus desejos com falsas esperanças. Em resumo, as comunicações sérias, no verdadeiro sentido da palavra, apenas acontecem nos centros sérios, cujos membros estão unidos por uma íntima comunhão de pensamentos, visando ao bem.

 A Moral dos Espíritos Superiores semelhantes a do Cristo: A LEI DE RECIPROCIDADE:

 A moral dos Espíritos superiores se resume, como a de Cristo, neste ensinamento evangélico: ‘Fazer aos outros o que quereríamos que os outros nos fizessem’, ou seja, fazer o bem e não o mal. O homem encontra neste princípio a regra universal de conduta, mesmo para as suas menores ações.

Eles nos ensinam que o egoísmo, o orgulho e a sensualidade são paixões que nos aproximam da natureza animal, prendendo-nos à matéria; que o homem que se desliga da matéria já neste mundo, desprezando as futilidades mundanas e amando o próximo, se aproxima da natureza espiritual; que cada um de nós deve se tornar útil segundo as capacidades e o meio que Deus nos colocou nas mãos para nos provar; que o forte e o poderoso devem apoio e proteção ao fraco, pois aquele que abusa de sua força e de seu poder para oprimir seu semelhante transgride a Lei de Deus. Enfim, ensinam que no mundo dos Espíritos nada pode ser escondido, o hipócrita será desmascarado e todas as suas baixezas descobertas; que a presença inevitável, em todos os instantes, daqueles com quem agimos mal é um dos castigos que nos estão reservados; que ao estado de inferioridade e de superioridade dos Espíritos equivalem punições e prazeres que desconhecemos na Terra.

Mas também nos ensinam que não há faltas imperdoáveis que não possam ser apagadas pela expiação. Pela reencarnação, nas sucessivas existências, mediante os seus esforços e desejos de melhoria no caminho do progresso, o homem avança sempre e alcança a perfeição, que é a sua destinação final.

 
Conclusão

 O Espiritismo não tem como princípio ser um norteador de condutas à maneira dos antigos códices. O Espiritismo deixa claro que temos o livre-arbítrio, que tudo nos é permitido, mas nem tudo nos convém, que toda ação gera uma reação.

Em nossos dias ainda perduram muitas injustiças e violência em decorrência das imperfeições humanas, mas acreditamos que o dia em que humanidade compreender o significado das leis de reciprocidade, de causa e efeito e do amor ao próximo entenderá que, para ser respeitado é preciso antes respeitar e para viver a paz é preciso antes promover a paz e que atitudes sarcásticas ou irônicas são atitudes provocativas e perigosas, especialmente, quando tocam nas crenças e valores das pessoas ou dos grupos sociais. Se não quisermos ser agredidos, não agridamos os outros, seja com palavras, gestos ou atitudes, pois violência gera violências e atos extremos conduzem a atos extremos, o que é lamentável. Então, se queremos um mundo de paz, tratemos os outros como gostaríamos de sermos tratados, assim como ensina a moral do Cristo e a nossa Doutrina Espírita ou a Terceira Revelação Divina.

 Bibliografia: O Livro dos Espíritos – Allan Kardec.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

O PODER DA VONTADE

Autor: Léon Denis
Do Livro: O problema do ser, do destino e da dor


 Querer é poder! O poder da vontade é ilimitado. O homem, consciente de si mesmo, de seus recursos latentes, sente crescerem suas forças na razão dos esforços. Sabe que tudo o que de bem e bom desejar há de, mais cedo ou mais tarde, realizar-se inevitavelmente, ou na atualidade ou na série das suas existências, quando seu pensamento se puser de acordo com a Lei divina. E é nisso que se verifica a palavra celeste: “A fé transporta montanhas.”


Não é consolador e belo poder dizer: “Sou uma inteligência e uma vontade livres; a mim mesmo me fiz, inconscientemente, através das idades; edifiquei lentamente minha individualidade e liberdade e agora conheço a grandeza e a força que há em mim. Amparar-me-ei nelas; não deixarei que uma simples dúvida as empane por um instante sequer e, fazendo uso delas com o auxílio de Deus e de meus irmãos do espaço, elevar-me-ei acima de todas as dificuldades; vencerei o mal em mim; desapegar-me- ei de tudo o que me acorrenta às coisas grosseiras para levantar o vôo para os mundos felizes!”


Vejo claramente o caminho que se desenrola e que tenho de percorrer. Esse caminho atravessa a extensão ilimitada e não tem fim; mas, para guiar-me na estrada infinita, tenho um guia seguro – a compreensão da lei de vida, progresso e amor que rege todas as coisas; aprendi a conhecer-me, a crer em mim e em Deus. Possuo, pois, a chave de toda elevação e, na vida imensa que tenho diante de mim, conservar-me-ei firme, inabalável na vontade de enobrecer-me e elevar-me, cada vez mais; atrairei, com o auxílio de minha inteligência, que é filha de Deus, todas as riquezas morais e participarei de todas as maravilhas do Cosmo.


Minha vontade chama-me: “Para frente, sempre para frente, cada vez mais conhecimento, mais vida, vida divina!” E com ela conquistarei a plenitude da existência, construirei para mim uma personalidade melhor, mais radiosa e amante. Saí para sempre do estado inferior do ser ignorante, inconsciente de seu valor e poder; afirmo-me na independência e dignidade de minha consciência e estendo a mão a todos os meus irmãos, dizendo- lhes:


Despertai de vosso pesado sono; rasgai o véu material que vos envolve, aprendei a conhecer-vos, a conhecer as potências de vossa alma e a utilizá-las. Todas as vozes da Natureza, todas as vozes do espaço vos bradam: “Levantai-vos e marchai! Apressai- vos para a conquista de vossos destinos!”


A todos vós que vergais ao peso da vida, que, julgando-vos sós e fracos, vos entregais à tristeza, ao desespero, ou que aspirais ao nada, venho dizer: “O nada não existe; a morte é um novo nascimento, um encaminhar para novas tarefas, novos trabalhos, novas colheitas; a vida é uma comunhão universal e eterna que liga Deus a todos os seus filhos.”


A vós todos, que vos credes gastos pelos sofrimentos e decepções, pobres seres aflitos, corações que o vento áspero das provações secou; Espíritos esmagados, dilacerados pela roda de ferro da adversidade, venho dizer-vos:


“Não há alma que não possa renascer, fazendo brotar novas florescências. Basta-vos querer para sentirdes o despertar em vós de forças desconhecidas. Crede em vós, em vosso rejuvenescimento em novas vidas; crede em vossos destinos imortais. Crede em Deus, Sol dos sóis, foco imenso, do qual brilha em vós uma centelha, que se pode converter em chama ardente e generosa!


“Sabei que todo homem pode ser bom e feliz; para vir a sê-lo basta que o queira com energia e constância. A concepção mental do ser, elaborada na obscuridade das existências dolorosas, preparada pela vagarosa evolução das idades, expandir-se-á à luz das vidas superiores e todos conquistarão a magnífica individualidade que lhes está reservada.


“Dirigi incessantemente vosso pensamento para esta verdade: podeis vir a ser o que quiserdes. E sabei querer ser cada vez maiores e melhores. Tal é a noção do progresso eterno e o meio de realizá-lo; tal é o segredo da força mental, da qual emanam todas as forças magnéticas e físicas. Quando tiverdes conquistado esse domínio sobre vós mesmos, não mais tereis que temer os retardamentos nem as quedas, nem as doenças, nem a morte; tereis feito de vosso “eu” inferior e frágil uma alta e poderosa individualidade!”