quarta-feira, 25 de setembro de 2013

A Verdade (Pedro de Camargo, o Vinicius)

   A verdade não é aquilo que nos convém, nem o que nos interessa, nem o que nos é afim, nem mesmo aquilo que podemos aceitar com simpatia. 
    A verdade é o que é: é a realidade viva e crua, consoante à revelação, que os fatos atestem tantas vezes se apele para seu testemunho.
   A verdade é, muitas vezes, aquilo que não queremos que seja; aquilo que nos desagrada, aquilo com que antipatizamos, aquilo que nos prejudica o interesse, nos abate e nos humilha, aquilo que nos parece extravagante e, até mesmo, aquilo que não cabe em nós.
   A verdade não se acomoda ao homem, nem às coisas desta vida. O homem é que se há-de acomodar a ela, se a quiser conhecer e possuir.
   A verdade é sempre senhora e soberana; jamais se curva; jamais se torce; jamais se amolda. 
   Quem desconhece a verdade é indigno da mesma verdade, porque só a desconhecem aqueles que a rejeitam.  E homens há que tão repetidamente a têm repudiado que acabam por não saber mais o que ela seja, como sucedeu a Pilatos.
   A sociedade é composta por Pilatos em sua maioria, originando daí as intermináveis controvérsias e querelas em torno das questões claras e simples.
   Os homens perderam noção da verdade; tantas vezes a sacrificaram em prol de seus mesquinhos interesses. Não obstante, o mundo precisa da verdade, e sem ela não pode passar.
   Os homens empregam mil engenhos, e mil artifícios para sustentar o regime da mentira, cujos proventos imaginam fruir; mas as coisas se vão complicando de tal maneira que, num dado momento, não haverá mais engenho nem artifício capaz de suster a falsa situação em que se colocam; tal a origem das grandes comoções sociais.
   A verdade, às vezes, custa tudo o que  possuímos. Tal é a interpretação das palavras do grande Mestre da Verdade:  - “Quem não abre mão de tudo quanto tem, não pode ser meu discípulo”.

[ Extrato do livro Nas Pegadas do Mestre, de Vinicius.  FEB. Rio, 1959 ]

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Reencarnação: Menino lembra ter sido o seu próprio avô

O menino Ian Hagedorn de 5 anos de idade, que além de lembrar de sua última reencarnação, quando foi seu próprio avô, traz, em seu novo corpo, as marcas (birh marks) da causa mortis da sua desencarnação anterior.
 
Para assistir ao vídeo ilustrativo do caso, clique no link abaixo:
 
A quem interessar saber mais sobre o assunto, recomendamos a leitura de pesquisas constantes de livros como:

1. ANDRADE, Hernani G. Reencarnação no Brasil. Ed. O Clarim.
2. STEVENSON, Iam. Vinte Casos sugestivos de Reencarnação. Ed. Vida & Consciência.
3. STEVENSON, Iam. Crianças que se lembram de vidas passadas. Ed. Vida & Consciência.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Este livro salvou-me a vida...

    Allan Kardec, o Codificador da Doutrina Espírita, naquela triste manhã de abril de 1860, estava exausto, acabrunhado.
Fazia frio.
Muito embora a consolidação da Sociedade Espírita de Paris e a promissora venda de livros, escasseava o dinheiro para a obra gigantesca que os Espíritos Superiores lhe haviam colocado nas mãos.
A pressão aumentava... Missivas sarcásticas avolumavam-se à mesa.
Quando mais desalentado se mostrava, chega a paciente esposa, Madame Rivail - a doce Gaby -, a entregar-lhe certa encomenda, cuidadosamente apresentada.
O professor abriu o embrulho, encontrando uma carta singela. E leu:
"Sr. Allan kardec:
Respeitoso abraço.
Com a minha gratidão, remeto-lhe o livro anexo, bem como a sua história, rogando-lhe, antes de tudo, prosseguir em suas tarefas de esclarecimento da Humanidade, pois tenho fortes razões para isso.
Sou encadernador desde a meninice, trabalhando em grande casa desta capital.
Há cerca de dois anos casei-me com aquela que se revelou minha companheira ideal.
Nossa vida corria normalmente e tudo era alegria e esperança, quando, no início deste ano, de modo inesperado, minha Antoinette partiu desta vida, levada por sorrateira moléstia.
Meu desespero foi indescritível e julguei-me condenado ao desamparo extremo.
Sem confiança em Deus, sentindo as necessidades do homem do mundo e vivendo com as dúvidas aflitivas de nosso século, resolvera seguir o caminho de tantos outros, ante a fatalidade...
A prova da separação vencera-me, e eu não passava, agora, de trapo humano.
Faltava ao trabalho e meu chefe, reto e ríspido, ameaçava-me com a dispensa.
Minhas forças fugiam.
Namorava diversas vezes o Rio Sena e acabei planejando o suicídio.
“Seria fácil, não sei nadar” – pensava.
Sucediam-se noites de insônia e dias de angústia.
Em madrugada fria, quando as preocupações e o desânimo me dominaram mais fortemente, busquei a Ponte Marie.
Olhei em torno, contemplando a corrente...
E, ao fixar a mão direita para atirar-me, toquei um objeto algo molhado que se deslocou da amurada, caindo-me aos pés.
Surpreendido, distingui um livro que o orvalho umedecera.
Tomei o volume nas mãos e, procurando a luz mortiça de poste vizinho, pude ler, logo no frontispício, entre irritado e curioso.
“Esta obra salvou-me a vida. Leia-a com atenção e tenha bom proveito. - A. Laurent.”
Estupefato, li a obra - “O Livro dos Espíritos” - ao qual acrescentei breve mensagem, volume esse que passo às suas mãos abnegadas, autorizando o distinto amigo a fazer dele o que lhe aprouver.
Ainda constavam da mensagem agradecimentos finais, a assinatura, a data e o endereço do remetente.
O Codificador desempacotou, então, um exemplar de “O Livro dos Espíritos” ricamente encadernado, em cuja capa viu as iniciais do seu pseudônimo e na página do frontispício, levemente manchada, leu com emoção não somente a observação a que o missivista se referira, mas também outra, em letra firme: - “Salvou-me também. Deus abençoe as almas que cooperaram em sua publicação. - Joseph Perrier.”
Após a leitura da carta providencial, o Professor Rivail experimentou nova luz a banhá-lo por dentro...
Conchegando o livro ao peito, raciocinava, não mais em termos de desânimo ou sofrimento, mas sim na pauta de radiosa esperança.
Era preciso continuar, desculpar as injúrias, abraçar o sacrifício e desconhecer as pedradas...

Diante de seu espírito turbilhonava o mundo necessitado de renovação e consolo.
Allan Kardec levantou-se da velha poltrona, abriu a janela à sua frente, contemplando a via pública, onde passavam operários e mulheres do povo, crianças e velhinhos...
O notável obreiro da Grande Revelação respirou a longos haustos, e, antes de retomar a caneta para o serviço costumeiro, levou o lenço aos olhos e limpou uma lágrima...  
Texto de Hilário Silva (espírito), extrato do livro O Espírito da Verdade,  psicografado por Francisco Cândido Xavier.
 


terça-feira, 6 de agosto de 2013

Reencarnação óbvia: Pianista talentoso aos 5 anos de idade...

  Tsung-Tsung é um menino chinês de Hong Kong, que toca piano desde três anos de idade.
Recentemente,  apresentando-se no programa televisivo Ellen Show, nos Estados Unidos, demonstrou ser um talentoso pianista-prodígio numa performance da acelerada composição "Flight of the Bumblebee” (Voo do besouro), de Nikolai Rimsky-Korsakov.
A fama de Tsung-Tsung cresceu muito após seu vídeo ter sido acessado mais de 2 milhões de vezes.

Para assisti-lo, clique nos links abaixo:
 
Aos 6 anos de idade (2013) no Ellen Show: 

https://www.youtube.com/watch?v=x4fFgZm5YDA

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Palestra do prof. Vinicius Lousada (vídeo)

Para assistir à gravação da palestra
"Espiritismo, do que se trata mesmo?"
proferida em 27-07-2013 pelo Prof. Vinícius Lima Lousada, 
clique no link abaixo: 
Nota: Se a velocidade da sua conexão for alta, mude para a qualidade HD (720 pixels)

domingo, 7 de julho de 2013

Entrevista com a psiquiatra Elisabeth Kübler Ross (tanatóloga)


A Dra. Elisabeth Kübler-Ross (1926–2004) estudou Medicina em Zurich (Suíça), onde se formou. Em 1963 ocupou o cargo da Cátedra de Psiquiatria em Denver/Colorado (EUA). Desde então dedicou sua vida ao estudo da morte como fenômeno humano e social, entrevistando milhares de moribundos e avaliando os resultados segundo uma rigorosa metodologia científica desenvolvida por ela mesma. Seu primeiro livro, “Sobre a Morte e o Morrer”, publicado em 1969, se converteu em um best seller internacional de referência obrigatória para os especialistas em matéria de Tanatologia. A renomada psiquiatra, tanatóloga, escritora e pesquisadora, em 1991 já havia recebido 28 títulos Honoris Causa concedidos por universidades de todo o mundo.
A renomada tanatóloga suíça entrevistou milhares de pessoas que, depois de estarem clinicamente mortas, voltaram à vida. De suas experiências extraiu uma reconfortável conclusão: a morte é uma experiência doce e positiva.

Transcrevemos a seguir a entrevista concedida em 1991 à revista espanhola “Muy Especial”

Pergunta: Professora Kübler-Ross, você conversou com mais moribundos do que qualquer outra pessoa no mundo. Se alguém sabe sobre o que para nós significa a morte, esse alguém é você. Poderia dizer-nos o que é a morte?
Kübler-Ross: Efetivamente, tive ocasião de falar com mais de 20.000 enfermos desenganados e também com muitos ressuscitados, pessoas clinicamente mortas às quais se conseguiu reanimar. Por isso a morte é algo muito natural para mim. E, depois de mais de vinte anos de investigação, cheguei à conclusão de que Aa morte não é o fim da vida senão uma transição para outra vida. Depois da morte a vida segue, mas de outra maneira distinta.
Pergunta: Como devemos imaginar esta transição?
Kübler-Ross: Sempre recorro ao exemplo da larva da borboleta em seu casulo. Quando a larva, a falta de vitalidade, esgota seu tempo, deixa de existir como tal para converter-se em uma borboleta. Tudo isto é simbólico, claro.
Pergunta: Poderia nos explicar com uma linguagem um pouco menos simbólica?
Kübler-Ross: Quando ao corpo falta a vitalidade, a alma o abandona. Sai do corpo, mas continua viva: continua crescendo, continua trabalhando, continua relacionando-se com as demais. Depois de mortos fisicamente, conservamos uma personalidade muito similar à que tínhamos quando vivos.
Pergunta: Significa isto, em sua opinião, que nossa alma é imortal?
Kübler-Ross: Sim, a alma é imortal. Nada nem ninguém a pode aniquilar.
Pergunta: Você se fez famosa, mais por seus estudos sobre a psicologia do moribundo, por suas investigações acerca dos caminhos que levam ao Mais Além. Sabemos que tem recopilado e avaliado milhares de ressuscitados. Que experimentaram estas pessoas ao morrer? Existem coincidências?
Kübler-Ross: Todos os casos são distintos, como é lógico. Mas há certos fatores que se repetem em todas as culturas e religiões. A principal coincidência é que todos descrevem sua morte como uma experiência doce e positiva. A maioria dos ressuscitados eram conscientes de encontrarem-se no umbral da morte. Logo, de repente saíam de seu corpo. Muitos puderam observar-se a si mesmos, ou melhor dizendo, a seus corpos, prostrados na cama do hospital, na sala de cirurgias de urgência ou presos entre os restos dos carros acidentados, conforme onde lhes havia sobrevindo a morte...
Pergunta: Um momento, por favor. Como funciona isto, como abandona a alma o seu corpo?
Kübler-Ross: Depende. Mas em regra geral é como um sopro de ar. Puft! E já está! Às vezes nem sequer nos damos conta do processo. Muitos enfermos me disseram que de repente se surpreendiam a si mesmos flutuando no ar, sobre seu próprio corpo, perto de teto da habitação.
 Pergunta: Em que momento se produz o abandono? Quando já não se registram ondas cerebrais e a curva do eletroencefalograma fica plana?
Kübler-Ross: Não, não tem nada a ver com as ondas cerebrais. O instante do No caso de um acidente de tráfego, pode ser que a alma saia do corpo já antes do choque.
 Pergunta: Em certa ocasião você mesma esteve a um passo da morte, não é assim?
Kübler-Ross: Ocorreu no apartamento da minha irmã, em Basilea, enquanto fazíamos a refeição matinal. De pronto soube que ia morrer. Fui consciente de que sucederia nos próximos dois segundos, mas não me assustei, nem tampouco me senti triste ou decepcionada. Pelo contrário. Estava entusiasmada, embora também surpreendida pelo que me fora tocada de súbito. Tive tempo de pensar em meus projetos, em todas essas coisas que deixaria sem fazer nesta vida. Logo me sobreveio uma onda quente que subia de baixo. Começou nos dedos dos pés e inundou todo meu corpo. Fantástico! Me sentia completamente feliz. Também pensei que teria que contar à minha irmã tudo o que estava experimentando ao morrer, com o fim de dispor por uma vez de um testemunho direto.
 Pergunta: Chegou você a descrever realmente o processo da morte?
Kübler-Ross: Pois, sim. Mas não foi fácil. Durante minha morte passaram tantas coisas em tão pouco tempo, que não pude relatá-las com a suficiente rapidez. Fiz o que pude. Tive que descrever o lado físico, o emocional, o intelectual e o mental de minha experiência, até que soube chegado o momento em que minha alma deixaria meu corpo. Tive a impressão de estar deslizando a grande velocidade por um trampolim de salto de esqui. E o que fazer justo antes de chegar ao final, justo antes do vazio, era adotar a postura correta para dar o grande salto. Pelos muitos testemunhos que havia estudado, assim como por minhas próprias experiências extracorporais, sabia que, adotando a postura correta, poderia voar.
No momento da decolagem, me deu tempo de gritar: “Lá vou!” Pelo menos assim me contou depois minha irmã. O que percebi naquele momento foi algo assim como um relâmpago, uma descarga. Foi maravilhoso: me sentia no céu. Logo perdi a razão. Quando recobrei o sentido estava tombada sobre a mesa, com o café derramado e a floreira feita pedaços no solo. Minha irmã, completamente lívida, queria levar-me ao hospital, mas neguei-me. Já estava de volta ao meu corpo, sã e salva.
 Pergunta: A que se referia com o segundo nível de que queria você livrar-se?
Kübler-Ross: Torna-se muito difícil explicar, mas tentarei. Estando em nosso corpo, nos encontramos no primeiro escalão, o físico. É o nível da consciência. Com a morte fisiológica, a alma ascende ao segundo nível, onde não existe o tempo e nem a distância. Aqui temos a faculdade de perceber, que é um passo a mais além da consciência: a alma pode ler o pensamento dos vivos, pode deslocar-se com a velocidade da luz e ainda mais depressa, pode estar em muitos lugares ao mesmo tempo e pode, enfim, fazer qualquer coisa que as limitações da nossa existência terrena nos impedem. Neste nível só aparecem seres queridos já falecidos ou figuras boas religiosas, como o anjo da guarda ou a Virgem Maria, se é que somos católicos.
Estes espíritos procedentes do outro lado nos tranquilizam com sua presença e nos guiam até o seguinte escalão. Todavia no segundo nível a alma também vive todas as projeções e sombras que leva dentro, o qual pode chegar a ser muito desagradável. Se alguém teme o Diabo, vai levá-lo. Aqui no segundo nível não se livrará de sua angústia.
 Pergunta: Mas no terceiro nível tais problemas desaparecem, não? É ali onde está essa luz da qual você nos falou, o Mais Além?
Kübler-Ross: Sim. Mas o Mais Além, não é um lugar: é uma forma de existência, é energia psíquica em estado puro. É amor. E nessa comunhão de amor, de posse do conhecimento pleno, vivem as almas, os espíritos, embora de certo modo continuem conservando uma espécie de personalidade própria.
 Pergunta: Continuam as almas do Mais Além presentes no mundo terreno?
Kübler-Ross: Se tivermos assuntos pendentes aqui, por exemplo, filhos pequenos ou se a família não está preparada para aceitar nossa perda, então podemos vir dar uma olhadinha de quando em quando. Todavia as almas no Mais Além têm seus próprios assuntos a resolver, pelo que cada vez se vão desprendendo mais deste mundo terreno.
 Pergunta: Quais são esses assuntos?
Kübler-Ross: Todos temos uma missão na vida, e se não a conseguimos completar aqui na Terra, teremos que continuar trabalhando, espiritualmente, entenda-se, no Mais Além.
 Pergunta: Você está convencida de que o Mais Além existe de verdade?
Kübler-Ross: Sim, absolutamente. 
(Extraído da revista espanhola “Muy Especial”, de janeiro de 1991, nº4, traduzida por Teresinha Colle)

domingo, 23 de junho de 2013

Divaldo e as Atuais Manifestações Populares no Brasil


932. Por que, no mundo, tão amiúde, a influência dos maus sobrepuja a dos bons?
 Resposta - “Por fraqueza destes. Os maus são intrigantes e audaciosos, os bons são tímidos.
Quando estes o quiserem, preponderarão.”
(Item d'O Livro dos Espíritos", de Allan Kardec, 1857)
=============
Diante do sofrimento das massas humanas, nos mais diferentes sistemas governamentais pelo mundo, destaca-se a injustiça social que responde pela miséria de diversas expressões que se expande terrivelmente...
As promessas antes das eleições nos governos democráticos fascinam as multidões, especialmente aquelas que são menos aquinhoadas pelo conhecimento, que se rebolcam nos guetos em que se encontram ou nas ruas apinhadas, mas logo passa o período das eleições e são arquivadas. Homens e mulheres que se apresentavam com posturas confiáveis e com discurso lúcido, chegando ao poder permitem-se corromper pelos vícios existentes e esquecem-se do povo que os elegeu.
Invariavelmente preocupam-se com os programas dos partidos aos quais pertencem, com os grupos a que se vincularam e repartem entre eles as fatias saborosas do poder, preservando tudo aquilo quanto combatiam com vigor.
...E a miséria prossegue em liberdade ameaçando ou aniquilando as esperanças de melhores dias.
No Império Romano, por exemplo, a grande preocupação de alguns poderosos era distrair os desocupados, entenda-se: os sem teto, os sem trabalho, os sem direitos de cidadania com o panem et circenses, com o que os divertia, a fim de que esquecessem o abandono a que eram relegados, dando lugar a espetáculos de hediondez que ficaram célebres na memória da História...
Infelizmente, ainda hoje o expediente nefando é utilizado por alguns governos insensíveis que oferecem circo e nem sequer ofertam pão...
O clamor da miséria, no entanto, é muito poderoso, e foi esse estado que se responsabilizou pela Revolução Francesa de 1789 e inúmeras outras, culminando, na atualidade, com a denominada Primavera Árabe, que vem tentando retirar do poder verdadeiros sicários dos seus países.
As injustiças sociais não são resolvidas com migalhas, com soluções apressadas em decorrência do medo, quando passam de vítimas a ameaçadoras, mas através de leis nobres e bem aplicadas.
Divaldo Pereira Franco
(Jornal A Tarde – Salvador/BA - 08/07/2013)
=============
 Quando as injustiças sociais atingem o clímax e a indiferença dos governantes pelo povo que estorcega nas amarras das necessidades diárias, sob o açodar dos conflitos íntimos e do sofrimento que se generaliza, nas culturas democráticas, as massas correm às ruas e às praças das cidades para apresentar o seu clamor, para exigir respeito, para que sejam cumpridas as promessas eleitoreiras que lhe foram feitas...

Já não é mais possível amordaçar as pessoas, oprimindo-as e ameaçando-as com os instrumentos da agressividade policial e da indiferença pelas suas dores.
O ser humano da atualidade encontra-se inquieto em toda parte, recorrendo ao direito de ser respeitado e de ter ensejo de viver com o mínimo de dignidade.
Não há mais lugar na cultura moderna, para o absurdo de governos arbitrários, nem da aplicação dos recursos que são arrancados do povo para extravagâncias disfarçadas de necessárias, enquanto a educação, a saúde, o trabalho são escassos ou colocados em plano inferior.
A utilização de estatísticas falsas, adaptadas aos interesses dos administradores, não consegue aplacar a fome, iluminar a ignorância, auxiliar na libertação das doenças, ampliar o leque de trabalho digno em vez do assistencialismo que mascara os sofrimentos e abre espaço para o clamor que hoje explode no País e em diversas cidades do mundo.
É lamentável, porém, que pessoas inescrupulosas, arruaceiras, que vivem a soldo da anarquia e do desrespeito, aproveitem-se desses nobres movimentos e os transformem em festival de destruição.
Que, para esses inconsequentes, sejam aplicadas as corrigendas previstas pelas leis, mas que se preservem os direitos do cidadão para reclamar justiça e apoio nas suas reivindicações.
O povo, quando clama em sofrimento, não silencia sua voz, senão quando atendidas as suas justas reivindicações. Nesse sentido, cabe aos jovens, os cidadãos do futuro, a iniciativa de invectivar contra as infames condutas... porém, em ordem e em paz.
* Fonte: http://atarde.uol.com.br/materias/1512342

sábado, 1 de junho de 2013

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Flash mob no Hospital Hadassah de Israel

Quarenta alunos da Academia de Música e Dança de Jerusalém executaram a “Valsa das Flores” (Tchaikovsky) no hall do novo Hospital Sarah Wetsman Davidson Tower, em Jerusalém.
Médicos, pacientes e transeuntes se juntaram à inesperada festa.
Para assisistir à gravação, clique no link abaixo:

terça-feira, 21 de maio de 2013

Experiências de quase-morte (EQM) na TV Band News

Uma variedade do fenômeno de emancipação da alma, conhecida como EQM, foi abordada na TV BAND NEWS.
 Para assistir à gravação, clique no link abaixo:

quinta-feira, 9 de maio de 2013

A Alma Humana (Allan Kardec)

          O princípio inteligente independe da matéria. A alma individual preexiste e sobrevive ao corpo. O ponto de partida ou de origem é o mesmo para todas as almas, sem exceção; todas são criadas simples e ignorantes e sujeitas a progresso indefinido. Nada de criaturas privilegiadas e mais favorecidas do que outras. Os anjos são seres que chegaram à perfeição, depois de haverem passado, como todas as outras criaturas, por todos os graus da inferioridade. As almas ou Espíritos progridem mais ou menos rapidamente, mediante o uso do livre-arbítrio, pelo trabalho e pela boa vontade. 
A vida espiritual é a vida normal; a vida corpórea é uma fase temporária da vida do Espírito, que durante ela se reveste de um envoltório material, de que se despe por ocasião da morte. O Espírito progride no estado corporal e no estado espiritual.
O estado corpóreo é necessário ao Espírito, até que haja galgado um certo grau de perfeição. Ele aí se desenvolve pelo trabalho a que é submetido pelas suas próprias necessidades e adquire conhecimentos práticos especiais.
Sendo insuficiente uma só existência corporal para que adquira todas as perfeições, retoma um corpo tantas vezes quantas lhe forem necessárias e de cada vez encarna com o progresso que haja realizado em suas existências precedentes e na vida espiritual. Quando, num mundo, alcança tudo o que aí pode obter, deixa-o para ir a outros mundos, intelectual e moralmente mais adiantados, cada vez menos materiais, e assim por diante, até à perfeição de que é suscetível a criatura.
O estado ditoso ou inditoso dos Espíritos é inerente ao adiantamento moral deles; a punição que sofrem é consequência do seu endurecimento no mal, de sorte que, com o perseverarem no mal, eles se punem a si mesmos; mas, a porta do arrependimento nunca se lhes fecha e eles podem, desde que o queiram, volver ao caminho do bem e efetuar, com o tempo, todos os progressos.
As crianças que morrem em tenra idade podem ser Espíritos mais ou menos adiantados, porquanto já tiveram outras existências em que ou praticaram o bem ou cometeram ações más. A morte não os livra das provas que hajam de sofrer e, em tempo oportuno, eles voltam a uma nova existência na Terra, ou em mundos superiores, conforme o grau de elevação que tenham atingido.
A alma dos deficientes mentais é da mesma natureza que a de qualquer outro encarnado; possuem, muitas vezes, grande inteligência;  sofrem pela deficiência dos meios de que dispõem para entrar em relação com os seus companheiros de existência, como os mudos sofrem por não poderem falar. É que abusaram da inteligência em existências pretéritas e aceitaram voluntariamente a situação de impotência para usar dela, a fim de expiarem o mal que praticaram etc. etc.

[ Allan Kardec (1804-1869), in "As cinco alternativas para a Humanidade", §§ 4º e 5º, no livro "Obras Póstumas" ] 

domingo, 5 de maio de 2013

segunda-feira, 22 de abril de 2013

César Lombroso e o Espiritismo (Domerio de Oliveira)


Para Lombroso os delinquentes eram criaturas portadoras de anomalias físicas e morais e que deveriam ser tomados como ponto de partida para as análises de suas personalidades, dando estrutura a uma nova Ciência Penal. Após demorados e pacientes estudos, após colher centenas de casos abonadores de suas idéias, com o livro - “L’uomo Delinquente”, Lombroso deu um forte impulso ao Direito Penal, mostrando que o “criminoso é um doente e absurdo seria puni-lo. Deve, portanto, o criminoso receber adequado tratamento e ser posto simplesmente na impossibilidade de causar dano”.
Lombroso apresentou uma solução simples e cristã para se recuperar o criminoso. O Professor Dr. Sérgio Sighele, referindo-se a Lombroso, disse: “que o criador da Antropologia Criminal fez pelos delinquentes o que Pinel, há mais de um século, fez pelos loucos; não apenas obra de ciência, mas principalmente obra de humanidade” (apud - “Hipnotismo e Mediunidade” - de C. Lombroso - 2.ª ed. - FEB).
Sim, meus amigos, Lombroso criou a Antropologia Criminal que deu nova fisionomia ao Direito Penal e transformou o conteúdo jurídico, social e biológico do delito. Muito teríamos que falar sobre Lombroso sob o aspecto científico, mas, neste comentário, nosso objetivo maior, por certo, é mostrarmos Lombroso diante da fenomenologia mediúnica. 
Sabemos que Lombroso nasceu em Verona, (Itália), no dia 6 de novembro de 1835. Foi de origem humilde e revelou-se sempre um excelente estudante. Desde os primeiros anos de Escolinha Primária até formar-se em Medicina, Lombroso revelou uma inteligência brilhantíssima. Tanto batalhou que, após sério concurso, conseguiu a cátedra de Antropologia Criminal na Universidade de Turim. 
Travou tremendas batalhas aos opositores das suas idéias, mas, nunca deu-se por vencido. Foi um Homem de coragem, Alta Moral e de Princípios Rígidos. Foi lenta e árdua, porém, contínua e segura, a marcha de Lombroso rumo ao Espiritismo. De início, ridicularizava as manifestações psíquicas. Motejava dos médiuns e das "mesas girantes”. Chegava mesmo a insultar os espíritas. 
Entretanto, certa feita, através de uma carta do seu amigo Ercole Chiaia, chegou ao seu conhecimento a figura de uma mulher Napolitana, analfabeta, de classe humilde, robusta e que se chamava EUSÁPIA PALADINO. 
Como céptico, Lombroso recusou-se a assistir sessões com a referida médium. Mas seu amigo Chiaia tanto insistiu que Lombroso fez absoluta questão de impor as condições. Os demais participantes das reuniões, inclusive a médium, aceitaram todas as condições impostas por Lombroso. Assim, na presença de Lombroso, sob fiscalização rigorosa, estando a Médium segura por duas pessoas, desenrolaram-se fenômenos de transportes de objetos, de materializações parciais, de tiptologia, (mensagem transcendental obtida por meio de pancadas), de vozes diretas e outros da mesma estirpe. 
Depois de tudo o que presenciou, induvidosamente, Lombroso rendeu-se à Verdade e confessou: 
“Estou muito envergonhado e desgostoso por haver combatido com tanta persistência a possibilidade dos fatos chamados espiríticos; mas os fatos existem e eu deles me orgulho de ser escravo”
    Os trabalhos de Lombroso com a Médium Eusápia Paladino foram se sucedendo e foram progredindo. Sob a ectoplasmia desprendida por Eusápia, Lombroso, sempre vigilante, obteve revelações maravilhosas. Aludidas revelações venceram a desconfiança científica de Lombroso e não deixaram também de iluminar a sua Consciência Moral. 
    Em uma determinada sessão, robusteceu-se, ainda mais, a plena convicção de Lombroso, ante a materialização do Espírito de sua mãe. A médium Eusápia prometera uma surpresa a Lombroso e esta concretizou-se através da materialização do Espírito da mãe dele. Sim, meus amigos, o Espírito da mãe de Lombroso materializou-se e aproximando do seu filho lhe disse: “Cesare, bambino mio” e depois retirando, por um momento, o véu que lhe cobria a face, deu-lhe um beijo. E Lombroso confessa que, no instante, em que ocorria a materialização do Espírito da sua mãe, Eusápia tinha as mãos presas por duas pessoas e que também a estatura de Eusápia era bem mais alta do que a do Espírito materializado da sua mãe. 
    Eis aí, meus amigos, a Verdade através de um depoimento de um Homem de Ciência, de um Sábio. Será que alguém poderá contestá-la, cremos que não...
     Lombroso desencarnou no dia 19 de outubro de 1909, em Turim, aos 74 anos de idade. Perante nossa Doutrina, sem dúvida, foi um pesquisador incansável, doando-nos um livro magnífico: “Hipnotismo e Mediunidade” do qual tiramos elementos para este nosso modesto trabalho. Perante a Disciplina que o levou à Cátedra é considerado, até hoje, um dos mais geniais e dos mais insignes Mestres Italianos. 
    Lombroso expirou serenamente nos braços de sua talentosa filha Drª Gina, que se referiu a esse momento final com essas palavras: “A sua Alma passou para o Infinito como um rio que, ao chegar à foz tranquila, se expande no mar...” 
(Domério de Oliveira, São Paulo/SP)
=================

Divaldo Franco em Santa Maria/RS (21/04/2013)

Paulo Salerno escreveu: 
Santa Maria, agradecida e reconhecendo o inestimável trabalho apresentado por esse orador e médium de escol, fez-se presente no Largo da Gare – Antiga estação Férrea -, na Av. Rio Branco, com um público estimado pela Guarda Municipal em dez mil pessoas. Após bela apresentação musical encetada pelo Grupo Arte Luz, o Vereador Paulo Airton Denardin entregou ao emérito tribuno espírita o título honorífico de Visitante Ilustre de Santa Maria. Presente o Prefeito Cezar Augusto Schirmer, acompanhado de alguns secretários e edis. O evento teve a cobertura da TV Câmara, da TV Pampa e da RBSTV, todas de Santa Maria.

 Divaldo falou da excelência do amor, tendo por modelo o Mestre Nazareno. Apresentou sob a ótica de estudiosos do comportamento da criatura humana as suas particularidades. Desenvolveu com sua costumeira verve os vários níveis por onde transita o ser humano. Destacou o trabalho laborioso, continuado, dos homens de ciência em busca da compreensão do Homem como ser integral, sua constituição genética.
  (Para ampliar, clique na imagem abaixo)
A vida, disse, está condicionada a variantes diversas, com causas remotas ou atuais, estando também sujeita à negligência do próprio homem. Divaldo deixou uma mensagem de esperança, de confiança em Deus e Suas sábias Leis, destacando a necessidade de não se lamentar, por muito tempo, pelas desencarnações acontecidas na Boate Kiss. Destacou que há a necessidade de se despertar para a misericórdia Divina, não cultivando a morte, mas a vida, lembrando, aqueles que aqui ficaram, dos momentos alegres, felizes, fazendo todo o bem possível, exercendo a solidariedade. Divaldo deixou uma exuberante mensagem de vida, de conforto espiritual. A multidão levantou-se e o aplaudiu entusiasticamente ao final de sua conferência. (Fotos: Jorge Moehlecke)

terça-feira, 9 de abril de 2013

Como Allan Kardec conceitua o Espiritismo

“O Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos Espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal.” (O que é o Espiritismo, Preâmbulo)
========
“O Espiritismo é uma ciência de observação...” (O que é o Espiritismo, cap. I)
========
“O Espiritismo é a ciência nova que vem revelar aos homens, por meio de provas irrecusáveis, a existência e a natureza do mundo invisível e as suas relações com o mundo visível.” (O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. I, item 6)
========
"Há duas coisas no Espiritismo: a parte experimental das manifestações e a doutrina filosófica." (O que é o Espiritismo, FEB, 17ª ed, p. 119)
========
A força do Espiritismo "está na sua filosofia, no apelo que dirige à razão, ao bom-senso." (O Livro dos Espíritos, conclusão, item VI)
========
"Este livro (...) foi escrito por ordem e mediante ditado de Espíritos superiores, para estabelecer os fundamentos de uma filosofia racional, isenta dos preconceitos do espírito de sistema." (O Livro dos Espíritos, Prolegômenos)
========
"A explicação dos fatos que o Espiritismo admite, de suas causas e conseqüências morais, forma toda uma ciência e toda uma filosofia, que reclamam estudo sério, perseverante e aprofundado.” (O Livro dos Médiuns, item 14, item 7º)

RELIGIÃO?
“Não tendo o Espiritismo nenhum dos caracteres de uma religião, na acepção usual do vocábulo, não podia nem devia enfeitar-se com um rótulo sobre cujo valor inevitavelmente se teria equivocado. Eis porque simplesmente se diz: doutrina filosófica e moral”. (Revista Espírita, dez/1868. Discurso de 01-11-1868 na SPES)
========
"O Espiritismo é, antes de tudo, uma ciência e não se ocupa de questões dogmáticas. Esta ciência tem consequências morais, como todas as ciências filosóficas. (...) Seu verdadeiro caráter é, portanto, o de uma ciência e não o de uma religião”. (Allan Kardec, Terceiro Diálogo, no livro “O que é o Espiritismo”)
========
“Quem primeiro proclamou que o Espiritismo era uma religião nova, com seu culto e seus sacerdotes, senão o clero? Onde se viu, até o presente, o culto e os sacerdotes do Espiritismo? Se algum dia ele se tornar uma religião, o clero é quem o terá provocado” (Revista Espírita, ed. Edicel, jul/1864, p. 198)

ESPIRITUALIDADE
"O Espiritismo caminha ao lado da ciência no campo da matéria: admite todas as verdades que a ciência comprova; mas não se detém onde ela para: prossegue nas suas pesquisas no campo da espiritualidade." (Obras Póstumas, I Parte "in fine")
========
"A vaidade de certos homens, que crêem saber tudo e tudo querem explicar à sua maneira, dará origem a opiniões dissidentes, mas todos os que tiverem em vista o grande princípio de Jesus se confundirão no mesmo sentimento de amor ao bem e se unirão por um laço fraterno que envolverá o mundo inteiro; deixarão de lado as mesquinhas disputas de palavras para somente se ocuparem das coisas essenciais." (O Livro dos Espíritos,1857, Prolegômenos)