segunda-feira, 26 de maio de 2014

Léon Denis e o socialismo

101. Como o Espiritismo torna o indivíduo melhor?
R. Dando-lhe a verdadeira noção da vida e, portanto, a do seu destino, isto é, realizando a educação moral do homem individual e do homem social. 

102. Mas a sociologia e o socialismo modernos não fazem a mesma coisa?
R. Eles fazem, infelizmente, o contrário. O socialismo atual só vê na existência presente o que ele denomina “concorrência vital”, isto é, a luta pela vida. Essa teoria é perigosa porque consagra o materialismo, excita os apetites, desencadeia as ambições, aprova todos os atentados e conduz à anarquia. Ela visa somente o bem estar material, isto é, a vida do corpo, e não leva absolutamente em conta o destino imortal do Espírito. 

103. Como a doutrina espírita corrige esse erro do socialismo?
R. O Espiritismo demonstra ao homem que sua vida presente não é senão um elo da longa cadeia de suas existências. Por consequência, ele deve considerá-la, principalmente, sob seu ponto de vista real, o da educação da alma, e não pelas vantagens materiais que nos oferece, não podendo estas, se delas abusarmos, senão retardar nosso adiantamento e nossa verdadeira felicidade. 

Léon Denis (1846-1927), no livro “Síntese Doutrinária e Prática do Espiritismo”
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“O egoísmo, chaga da Humanidade, tem que desaparecer da Terra, a cujo progresso moral obsta. Ao Espiritismo está reservada a tarefa de fazê-la ascender na hierarquia dos mundos. O egoísmo é, pois, o alvo para o qual todos os verdadeiros crentes devem apontar suas armas, dirigir suas forças, sua coragem. Digo: coragem, porque dela muito mais necessita cada um para vencer-se a si mesmo, do que para vencer os outros. Que cada um, portanto, empregue todos os esforços a combatê-lo em si, certo de que esse monstro devorador de todas as inteligências, esse filho do orgulho é o causador de todas as misérias do mundo terreno. E a negação da caridade e, por conseguinte, o maior obstáculo à felicidade dos homens.
“O egoísmo é a negação da caridade. Ora, sem a caridade não haverá descanso para a sociedade humana. Digo mais: não haverá segurança. Com o egoísmo e o orgulho, que andam de mãos dadas, a vida será sempre uma carreira em que vencerá o mais esperto, uma luta de interesses, em que se calcarão aos pés as mais santas afeições, em que nem sequer os sagrados laços da família merecerão respeito. Pascal.”
(D’O Evangelho Segundo o Espiritismo, c. /XI, itens 11 e 12)

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Reação à doação de uma moeda...

Ode à Alegria, da 9ª Sinfonia de Beethoven
 
Clique no link abaixo e veja
a reação provocada pela
doação de uma simples moeda:
 
 

terça-feira, 15 de abril de 2014

Bem-aventurados os que duvidam

“Melhor é repelir dez verdades do que admitir uma única falsidade, uma só teoria errônea.”  (Espírito de Erasto in O Livro dos Médiuns, item 230)

Perdoem-me os que creem piamente, mas quem quer saber das coisas como elas realmente são precisa duvidar. Refiro-me à dúvida ativa: aquela que não descansa enquanto não encontra a própria destruição na resposta satisfatória, pois que existe a dúvida vazia, que se esgota em si mesma. Esta última é tão ou mais nociva do que a crença cega porque costuma conservar na ignorância os que com ela expressam apenas acomodação mental e uma tola vaidade intelectual.
Eliminar as dúvidas antes de acreditar, eis uma cautela indispensável ao pensador que não quer ser enganado nem enganador. Questionar nossas ideias e convicções, submetendo-as ao crivo sereno e lógico da razão, é uma providência saudável que nos pode livrar de enganos e decepções futuros.
Vivemos a chamada “Era da incerteza”, na qual a precariedade das nossas percepções foi escancarada pelos avanços das ciências psicológicas hoje imbricadas nas dimensões quânticas da “matéria mental” estudada na Nova Física. Já disse alguém – e disse bem – que só os tolos têm certezas absolutas.
Tais descobertas nos levam a concluir que toda e qualquer concepção humana nada mais é do que mera criação subjetiva, individual. Ou seja, as verdades absolutas, embora possam existir, não cabem na estreiteza da bitola mental do homem hodierno; delas, só logramos captar informações fragmentárias. Daí a necessidade de relativizarmos nossos conhecimentos e desconfiarmos de nossas certezas e crenças, para que não venhamos a ser surpreendidos entre os que se deixam enganar por ideologias equivocadas ou pelas mentiras enfeitadas com que, ainda hoje, os falsos profetas continuam explorando a credulidade fácil das multidões acríticas.
Crer sem entender é uma falta de respeito a si mesmo, uma ofensa à própria inteligência. A crença não validada pela racionalidade tende a infantilizar o espírito humano, gerando mentalidades ingênuas que são facilmente transformadas em marionetes nas mãos de exploradores inescrupulosos, ou levadas a fanatismos por “cegos que guiam cegos”.
Todavia, é fora de dúvida que a inteligência é a luz do homem e, como tal, deve ser colocada no alto para clarificar suas operações e construções mentais. Desse modo, com a luz ao velador – tal como recomendado por Jesus –, o espírito humano poderá reconstruir suas convicções e crenças sobre as bases graníticas de uma consciência amadurecida que adotou a crítica racional como instrumento de validação do conhecimento possível, sabidamente relativo.
Por paradoxal que pareça ser à primeira vista, é justamente a dúvida sistemática que nos leva à construção de uma fé robusta, raciocinante, baseada no entendimento daquilo em que se acredita em qualquer campo das realidades físicas, extrafísicas ou espirituais.
“Conheceres a Verdade, e ela vos libertará”, prenunciou Jesus. E que me perdoe o Excelso Mestre se me atrevo a proclamar uma nova bem-aventurança:
- ­“Bem-aventurados os que duvidam porque conquistarão a verdadeira fé.”
Aureci Figueiredo Martins –  aureci@globo.com

domingo, 13 de abril de 2014

Desigualdade das riquezas

“A desigualdade das riquezas é um dos problemas que inutilmente se procurará resolver, desde que se considere apenas a vida atual. A primeira questão que se apresenta é esta: Por que não são igualmente ricos todos os homens? Não o são por uma razão muito simples: por não serem igualmente inteligentes, ativos e laboriosos para adquirir, nem sóbrios e previdentes para conservar. É, aliás, ponto matematicamente demonstrado que a riqueza, repartida com igualdade, a cada um daria uma parcela mínima e insuficiente; que, supondo efetuada essa repartição, o equilíbrio em pouco tempo estaria desfeito, pela diversidade dos caracteres e das aptidões; que, supondo-a possível e durável, tendo cada um somente com que viver, o resultado seria o aniquilamento de todos os grandes trabalhos que concorrem para o progresso e para o bem-estar da Humanidade; que, admitido desse ela a cada um o necessário, já não haveria o aguilhão que impele os homens às grandes descobertas e aos empreendimentos úteis. Se Deus a concentra e  certos pontos, é para que daí se expanda em quantidade suficiente, de acordo com as necessidades. (...)”
 
(Leia mais em "O Evangelho Segundo o Espiritismo", de Allan Kardec, c. XVI, it. 8)

terça-feira, 11 de março de 2014

Espiritismo no programa de Fátima Bernardes

A atriz Célia Diniz, entrevistada no programa "Encontro com Fátima Bernardes", fala sobre como enfrentou a dolorosa perda de dois seus três filhos.
Para assistir ao vídeo (postado em 29/10/2013), clique no link abaixo:

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

As Religiões e o Estado laico

 
"Trouxeram-lhe um denário. E ele lhes perguntou: De quem é esta efígie e inscrição? Responderam: De César. Então lhes disse: Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus". 
(Jesus (Mateus 22:18-21).
Não é exagero dizer que rios de sangue já correram nessa relação entre Estado e religião desde os tempos antigos. Em nome de Deus ou de deuses, muitas mortes, destruição, perseguições, torturas foram perpetradas. Das lutas pela ‘terra prometida’, supostamente ordenada por Jeová, passando pela Inquisição, até os dias atuais, quando religiões, crenças, crendices e seitas disputam entre si fatias do mercado da fé, mais e mais pessoas morrem, seja no sentido físico ou figurado.
O Estado, entidade jurídico-administrativa relativamente recente, foi criado para gerir o interesse público, coletivo, de todos, portanto, do modo mais imparcial possível e evitar que os múltiplos e diversos interesses de casta, classe, raça, gênero, crença e ideologia possam prestigiar alguns em detrimento de outros.
No entanto, estamos em plena efervescência de novas lutas pelo poder político e decisório dentro das instituições estatais. No lugar da isonomia teremos tratamentos diferenciados, caso alguém pertença a tal ou qual religião? Estamos reeditando velhos erros na espiral da história?
O Brasil, de longa e forte tradição cristã-católica, se vê confrontado com os avanços das novas ramificações de origem protestante, ao lado daquelas de matriz africana ou asiática, considerando ainda os judeus, as crenças indígenas e os islâmicos. Como estabelecer uma convivência harmoniosa e pacífica? Pelo respeito, compreensão e tolerância recíprocas!
Qual deverá ser o papel do Estado nesse delicado momento que o Brasil vive? Sem dúvida, conclamar todas as crenças, por meio de seus expoentes e representantes, para o absoluto respeito às normas constitucionais que estabelecem a liberdade de crença e culto, e o dever de cada crença ensinar a seus adeptos o respeito às outras.
A garantia de liberdade, segurança e isonomia no espaço público – missão do Estado laico – é condição inalienável para a manutenção da paz entre as diversas correntes de pensamento existentes nesse país multiétnico e multicultural chamado Brasil. Não é admissível que uma crença hegemônica seja substituída por outra com a complacência do Estado.

A ABRADE – Associação Brasileira de Divulgadores do Espiritismo – se posiciona a favor da manutenção do Estado laico, por uma legislação que impeça o aparecimento de privilégios ou poderes de determinadas crenças sobre outras, e que as tradições e manifestações religiosas, culturais, artísticas e estéticas que fazem do Brasil esse pais colorido, sejam respeitadas e amparadas pelos dispositivos da Carta Magna de um Estado laico que atue em favor de todos e de todas. 

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Victor Hugo, espírita

Clique na imagem para ampliá-la:
 

domingo, 12 de janeiro de 2014

Livros Espíritas em mp3 (audiobooks)

Obras básicas em mp3, para ouvir em casa ou no automóvel:
Para ampliar, clique na imagem acima.
Mais informações no site:
http://www.illuminatiportalaudio.com/site/
 

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Espiritismo e Ecologia

O jornalista André Trigueiro, entrevistado,
fala sobre o tema do seu livro "Espiritismo e Ecologia".
 
 Clique no link abaixo:

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

A oração dominical na voz de Andrea Bocelli

Bocelli canta o "Pai Nosso" com coro e orquestra.
(Leia uma interpretação espírita da oração de Jesus no livro "O Evangelho Segundo o Espiritismo", de Allan Kardec, itens 1 e 2 do cap. XXVIII)
Para assistir ao vídeo, clique no link abaixo:

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Kardec opina

Clique na imagem para ampliá-la:

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Doutrina filosófica e moral (Kardec)

(...) O laço estabelecido por uma religião, qualquer que lhe seja o objeto, é, pois, um laço essencialmente moral, que religa os corações, que identifica os pensamentos, as aspirações, e não é somente o fato de compromissos materiais, que se quebram à vontade, ou do cumprimento de fórmulas que falam aos olhos mais do que ao espírito. O efeito desse laço moral é de estabelecer entre aqueles que une, como consequência da comunhão de objetivos e de sentimentos, a fraternidade e a solidariedade, a indulgência e a benevolência mútuas. É nesse sentido que se diz também: a religião da amizade, a religião da família.
  Por que, pois, declaramos que o Espiritismo não é uma religião? Pela razão de que não há senão uma palavra para expressar duas ideias diferentes, e que, na opinião geral, a palavra religião é inseparável da de culto; que ela desperta exclusivamente uma ideia de forma, e que o Espiritismo não a tem. Se o Espiritismo se dissesse religião, o público não veria nele senão uma nova edição, uma variante, querendo-se, dos princípios absolutos em matéria de fé; uma casta sacerdotal com um cortejo de hierarquias, de cerimônias e de privilégios; não o separaria das ideias de misticismo, e dos abusos contra os quais a opinião frequentemente é levantada.
  O Espiritismo, não tendo nenhum dos caracteres de uma religião, na acepção usual da palavra, não se poderia, nem deveria se ornar de um título sobre o valor do qual, inevitavelmente, seria desprezado; eis porque ele se diz simplesmente: doutrina filosófica e moral. (grifo nosso)
  As reuniões espíritas podem, pois, ser mantidas religiosamente, quer dizer, com recolhimento e o respeito que comporta a natureza séria dos assuntos dos quais ela se ocupa; pode-se mesmo ali dizer, se for possível, as preces que, em lugar de serem ditas em particular, são ditas em comum, sem ser por isto que se entendam por assembleias religiosas. Que não se creia que esteja aí um jogo de palavras; a nuança é perfeitamente clara, e a aparente confusão não vem senão da falta de uma palavra para cada ideia.
Qual é, pois, o laço que deve existir entre os Espíritas? Eles não são unidos entre si por nenhum contrato material, por nenhuma prática obrigatória; qual é o sentimento no qual devem se confundir todos os pensamentos? É um sentimento todo moral, todo espiritual, todo humanitário: o da caridade para todos, de outro modo dito: o amor do próximo que compreende os vivos e os mortos, uma vez que sabemos que os mortos sempre fazem parte da Humanidade.
  A caridade é a alma do Espiritismo: ela resume todos os deveres do homem para consigo mesmo e para com os seus semelhantes; é porque pode se dizer que não há verdadeiro Espírita sem caridade. (...)
(Extrato do discurso feito por Allan Kardec em 01-11-1868, 
publicado na Revista Espírita de dez/1868)

terça-feira, 12 de novembro de 2013

IETRD 82 Anos - Ecos das palestras comemorativas

 1ª Palestra (gravada) - Para assisti-la, basta clicar no link abaixo:
Às 16h do sábado, 16-11-2013, registramos a presença de expressivo número de pessoas que vieram assistir à exposição do renomado orador Moacir Costa  de Araújo Lima que discorreu sobre
"Amor, a arte de viver".
Ao final de sua palestra, o Prof. Moacir autografou livros de sua autoria, especialmente seu mais recente lançamento, cujo título coincide com o tema abordado. 

(Clicar nas imagens para ampliá-las)
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2ª Palestra - No dia 20-11-2013 às 16h, Velocino Camargo Neto abordou o tema 
                                          "Missão Educativa do Centro Espírita"
Ressaltando o caráter instrutivo e moralizante da doutrina codificada por Allan Kardec, Velocino discorreu brilhantemente sobre a função primacial do Centro Espírita: a formação de pessoas espiritualizadas e benévolas.


 Velocino diante do auditório atento.

(Clicar nas imagens para ampliá-las)
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3ª Palestra - - Na tarde de 23-11-2013 às 16h, Jason de Camargo, ex-presidente da FERGS, discorreu sobre "O Caminho das Virtudes", título do seu livro mais recente.

Descontraído e espirituoso, Jason envolveu o auditório num clima leve e agradável enquanto falava sobre o assunto que aborda em seus dois livros publicados: a educação dos sentimentos.

Após concluir sua apreciada palestra,
Jason passou a autografar exemplares de suas produções bibligráficas.
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4ª Palestra - Em 30-11-2013, o psicólogo Luis Augusto Sombrio palestrou sobre "O Desafio da Aceitação".
Lembrando exemplos da submissão de Jesus à vontade de Deus, o orador argumentou que precisamos aprofundar o autoconhecimento aceitando-nos como seres espirituais a vivenciar fase evolutiva ainda deficitária, aceitando o próximo como ele é e, principalmente, procurando conhecer e realizar o plano de Deus em nossas vidas. 

Sombrio, iluminado, soube cativar a atenção e conquistar o aplauso das pessoas presentes no auditório do nosso pequeno Instituto, que completou seu 82º ano de existência, fundado que foi em 21-11-1931.

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AGRADECIMENTO - A diretoria do IETRD agradece aos oradores convidados, aos associados e às demais pessoas que contribuíram para a realização desde exitoso ciclo de palestras comemorativo. Agradece igualmente aos abnegados benfeitores espirituais que sempre apoiam anonimamente nossos esforços de divulgação do pensamento espírita.  

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Psiquiatra recebe visita de cliente falecida

Tanatologia é uma palavra de origem grega: Tanathos - o deus da morte e logia - ciência: "Ciência da Morte e do Morrer", re-descoberta pela psiquiatra Elizabeth Kübler Ross, M.D. (1926-2004)

  Esta ciência deve ser estudada e exercitada por todos, pois diz respeito a todo e qualquer ser humano, enfatiza a criadora desta especialização médica.
  Quando começou a empregar a tanatologia com os seus pacientes terminais e suas famílias, a Dra. Ross não foi bem aceita nos hospitais onde trabalhava, nem pelos médicos (seus colegas) nem pela enfermagem. Apelidaram-na de "Dra. Urubu".
Drª. Elisabeth com uma  das
suas pacientes
   A rejeição a novos conceitos é fato corriqueiro entre os detratores e difamadores que, costumam fazer suas obras e manobras de destruição aprioristicamente, sem sequer se enfronharem no assunto com a profundidade e a aplicação requeridas pela metodologia científica.

   O orgulho e a vaidade de certos cientistas, infelizmente, em grande maioria, também é corriqueiro e normal. É só confirmar com o histórico das grandes descobertas em todas as áreas das ciências.  

              FATO INUSITADO: Visita de uma paciente já falecida (*) 
A Dra. Elisabeth Kübler Ross deu um depoimento interessante e importantíssimo, vindo de quem veio, para os autores do livro "Hello from Heaven", o casal Bill e Judy Guggenheim.Quando ainda na fase da rejeição aos seus métodos, Elizabeth estava programada para fazer uma palestra durante à tarde, no hospital onde trabalhava e mantinha o seu consultório.
Pensativa, antes de descer para ministrar a palestra, Kübler Ross resolveu desistir da tanatologia. Estava difícil: as pessoas a magoaram e não acreditavam nos seus conceitos. Acabada a sessão, a médica decidiu, sem que ninguém o soubesse antecipadamente, que iria "pendurar as chuteiras" para sempre.
Terminada a palestra, a psiquiatra pegou o elevador rumo ao seu consultório. Quando abriu a porta no seu andar, uma mulher a aguardava. Surpresa, mas sem demonstrá-lo, a tanatóloga nela reconheceu uma paciente falecida há uns dois anos.
- Boa tarde! — saudou-a a ex-paciente.
Ela respondeu à saudação e começou a andar em direção ao seu consultório.
A mulher seguia rente e, como boa cientista, a médica analisava calada e friamente a situação: a "solidez" e o calor emanado do "corpo" da paciente, o deslocamento de ar provocado pelos seus passos rápidos, os ruídos dos seus sapatos no chão, a respiração, enfim, nos momentos de silêncio que precederam a entrada das duas no consultório, a paciente foi diligentemente examinada.
- Dra. Kübler Ross, a senhora sabe quem sou eu? Reconheceu-me?
Sim, você é a Sra. "fulana de tal", falecida há dois anos.
Pois bem, sou "a fulana de tal", e mandaram-me aqui para impedi-la de abandonar o seu trabalho com os pacientes terminais e as suas famílias, como deseja. Fui muito ajudada pela senhora e pelo reverendo. A senhora não pode se furtar de oferecer o consolo e a esperança na outra vida aos que deles necessitam e a minha embaixada é neste sentido. Mandaram-me arrancar da senhora, a promessa de que não vai desistir, a senhora não pode fazer isto.
E a doutora concordou e fez a promessa. Entretanto, seu espírito científico exigiu-lhe uma prova proporcionada pela embaixatriz inusitada. E a mulher, sem titubear, pegou a caneta e o papel que a médica lhe ofereceu, escrevendo uma mensagem de agradecimento ao reverendo que ajudou a médica, dela cuidando nos últimos dias de vida e assinou o agradecimento.
Então, a mulher levantou-se, estendeu a mão à médica (a temperatura e solidez normais, um aperto de mão comum a todos os "viventes" - observou a cientista) e encaminhou-se para a porta.
A médica abriu a porta e a "cliente" passou por ela e ganhou o corredor.
A doutora fechou a porta e, imediatamente, tornou a abri-la. E não havia viv'alma no extenso corredor...
(*) Fenômeno ectoplásmico de “materialização de espírito”, estudado no Espiritismo e na Metapsíquica.

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LEMBRETE - Numa das postagens anteriores, há a uma entrevista concedida pela Dra. Ross.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

A morte não mata ninguém... (Vídeo)

"Esta trova que me ocorre / Velha confusão desarma: /Somente o corpo é que morre; / O espírito desencarna." (afm)
Assista ao vídeo lincado abaixo, e deixe que a doutrina espírita desmitifique a morte:
É só clicar:

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Jorge Andréa homenageado no ICEB

A merecida homenagem ao renomado psiquiatra, escritor e conferencista, foi realizada no Rio de Janeiro, na sede do Instituto de Cultura Espírita do Brasil, no dia 10 de agosto de 2013, data em que Jorge Andrea dos Santos completou 97 anos na atual vida física.

O coordenador e professor responsável pela Escola Internacional de Medicina e Espiritualidade, Dr. Sérgio Felipe de Oliveira, entregou ao Dr. Jorge Andrea diploma conferindo-lhe o título de Professor Emérito da UNIESPÍRITO.

Em seu discurso ao homenageado, que contabiliza varias décadas de bons serviços prestados ao movimento espírita, Sérgio Oliveira disse que “os temas de que o Dr. Jorge Andréia trata no livro Nos alicerces do inconsciente inspiraram o seu trabalho como médico, marcando profundamente o seu roteiro de vida”.
 .
Saiba mais em:

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

A Verdade (Pedro de Camargo, o Vinicius)

   A verdade não é aquilo que nos convém, nem o que nos interessa, nem o que nos é afim, nem mesmo aquilo que podemos aceitar com simpatia. 
    A verdade é o que é: é a realidade viva e crua, consoante à revelação, que os fatos atestem tantas vezes se apele para seu testemunho.
   A verdade é, muitas vezes, aquilo que não queremos que seja; aquilo que nos desagrada, aquilo com que antipatizamos, aquilo que nos prejudica o interesse, nos abate e nos humilha, aquilo que nos parece extravagante e, até mesmo, aquilo que não cabe em nós.
   A verdade não se acomoda ao homem, nem às coisas desta vida. O homem é que se há-de acomodar a ela, se a quiser conhecer e possuir.
   A verdade é sempre senhora e soberana; jamais se curva; jamais se torce; jamais se amolda. 
   Quem desconhece a verdade é indigno da mesma verdade, porque só a desconhecem aqueles que a rejeitam.  E homens há que tão repetidamente a têm repudiado que acabam por não saber mais o que ela seja, como sucedeu a Pilatos.
   A sociedade é composta por Pilatos em sua maioria, originando daí as intermináveis controvérsias e querelas em torno das questões claras e simples.
   Os homens perderam noção da verdade; tantas vezes a sacrificaram em prol de seus mesquinhos interesses. Não obstante, o mundo precisa da verdade, e sem ela não pode passar.
   Os homens empregam mil engenhos, e mil artifícios para sustentar o regime da mentira, cujos proventos imaginam fruir; mas as coisas se vão complicando de tal maneira que, num dado momento, não haverá mais engenho nem artifício capaz de suster a falsa situação em que se colocam; tal a origem das grandes comoções sociais.
   A verdade, às vezes, custa tudo o que  possuímos. Tal é a interpretação das palavras do grande Mestre da Verdade:  - “Quem não abre mão de tudo quanto tem, não pode ser meu discípulo”.

[ Extrato do livro Nas Pegadas do Mestre, de Vinicius.  FEB. Rio, 1959 ]

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Reencarnação: Menino lembra ter sido o seu próprio avô

O menino Ian Hagedorn de 5 anos de idade, que além de lembrar de sua última reencarnação, quando foi seu próprio avô, traz, em seu novo corpo, as marcas (birh marks) da causa mortis da sua desencarnação anterior.
 
Para assistir ao vídeo ilustrativo do caso, clique no link abaixo:
 
A quem interessar saber mais sobre o assunto, recomendamos a leitura de pesquisas constantes de livros como:

1. ANDRADE, Hernani G. Reencarnação no Brasil. Ed. O Clarim.
2. STEVENSON, Iam. Vinte Casos sugestivos de Reencarnação. Ed. Vida & Consciência.
3. STEVENSON, Iam. Crianças que se lembram de vidas passadas. Ed. Vida & Consciência.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Este livro salvou-me a vida...

    Allan Kardec, o Codificador da Doutrina Espírita, naquela triste manhã de abril de 1860, estava exausto, acabrunhado.
Fazia frio.
Muito embora a consolidação da Sociedade Espírita de Paris e a promissora venda de livros, escasseava o dinheiro para a obra gigantesca que os Espíritos Superiores lhe haviam colocado nas mãos.
A pressão aumentava... Missivas sarcásticas avolumavam-se à mesa.
Quando mais desalentado se mostrava, chega a paciente esposa, Madame Rivail - a doce Gaby -, a entregar-lhe certa encomenda, cuidadosamente apresentada.
O professor abriu o embrulho, encontrando uma carta singela. E leu:
"Sr. Allan kardec:
Respeitoso abraço.
Com a minha gratidão, remeto-lhe o livro anexo, bem como a sua história, rogando-lhe, antes de tudo, prosseguir em suas tarefas de esclarecimento da Humanidade, pois tenho fortes razões para isso.
Sou encadernador desde a meninice, trabalhando em grande casa desta capital.
Há cerca de dois anos casei-me com aquela que se revelou minha companheira ideal.
Nossa vida corria normalmente e tudo era alegria e esperança, quando, no início deste ano, de modo inesperado, minha Antoinette partiu desta vida, levada por sorrateira moléstia.
Meu desespero foi indescritível e julguei-me condenado ao desamparo extremo.
Sem confiança em Deus, sentindo as necessidades do homem do mundo e vivendo com as dúvidas aflitivas de nosso século, resolvera seguir o caminho de tantos outros, ante a fatalidade...
A prova da separação vencera-me, e eu não passava, agora, de trapo humano.
Faltava ao trabalho e meu chefe, reto e ríspido, ameaçava-me com a dispensa.
Minhas forças fugiam.
Namorava diversas vezes o Rio Sena e acabei planejando o suicídio.
“Seria fácil, não sei nadar” – pensava.
Sucediam-se noites de insônia e dias de angústia.
Em madrugada fria, quando as preocupações e o desânimo me dominaram mais fortemente, busquei a Ponte Marie.
Olhei em torno, contemplando a corrente...
E, ao fixar a mão direita para atirar-me, toquei um objeto algo molhado que se deslocou da amurada, caindo-me aos pés.
Surpreendido, distingui um livro que o orvalho umedecera.
Tomei o volume nas mãos e, procurando a luz mortiça de poste vizinho, pude ler, logo no frontispício, entre irritado e curioso.
“Esta obra salvou-me a vida. Leia-a com atenção e tenha bom proveito. - A. Laurent.”
Estupefato, li a obra - “O Livro dos Espíritos” - ao qual acrescentei breve mensagem, volume esse que passo às suas mãos abnegadas, autorizando o distinto amigo a fazer dele o que lhe aprouver.
Ainda constavam da mensagem agradecimentos finais, a assinatura, a data e o endereço do remetente.
O Codificador desempacotou, então, um exemplar de “O Livro dos Espíritos” ricamente encadernado, em cuja capa viu as iniciais do seu pseudônimo e na página do frontispício, levemente manchada, leu com emoção não somente a observação a que o missivista se referira, mas também outra, em letra firme: - “Salvou-me também. Deus abençoe as almas que cooperaram em sua publicação. - Joseph Perrier.”
Após a leitura da carta providencial, o Professor Rivail experimentou nova luz a banhá-lo por dentro...
Conchegando o livro ao peito, raciocinava, não mais em termos de desânimo ou sofrimento, mas sim na pauta de radiosa esperança.
Era preciso continuar, desculpar as injúrias, abraçar o sacrifício e desconhecer as pedradas...

Diante de seu espírito turbilhonava o mundo necessitado de renovação e consolo.
Allan Kardec levantou-se da velha poltrona, abriu a janela à sua frente, contemplando a via pública, onde passavam operários e mulheres do povo, crianças e velhinhos...
O notável obreiro da Grande Revelação respirou a longos haustos, e, antes de retomar a caneta para o serviço costumeiro, levou o lenço aos olhos e limpou uma lágrima...  
Texto de Hilário Silva (espírito), extrato do livro O Espírito da Verdade,  psicografado por Francisco Cândido Xavier.
 


terça-feira, 6 de agosto de 2013

Reencarnação óbvia: Pianista talentoso aos 5 anos de idade...

  Tsung-Tsung é um menino chinês de Hong Kong, que toca piano desde três anos de idade.
Recentemente,  apresentando-se no programa televisivo Ellen Show, nos Estados Unidos, demonstrou ser um talentoso pianista-prodígio numa performance da acelerada composição "Flight of the Bumblebee” (Voo do besouro), de Nikolai Rimsky-Korsakov.
A fama de Tsung-Tsung cresceu muito após seu vídeo ter sido acessado mais de 2 milhões de vezes.

Para assisti-lo, clique nos links abaixo:
 
Aos 6 anos de idade (2013) no Ellen Show: 

https://www.youtube.com/watch?v=x4fFgZm5YDA

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Palestra do prof. Vinicius Lousada (vídeo)

Para assistir à gravação da palestra
"Espiritismo, do que se trata mesmo?"
proferida em 27-07-2013 pelo Prof. Vinícius Lima Lousada, 
clique no link abaixo: 
Nota: Se a velocidade da sua conexão for alta, mude para a qualidade HD (720 pixels)