quinta-feira, 12 de julho de 2012

Nossas Antenas...

Nossas Antenas...

Lourenço Nisticò Sanches* (Recife/PE)


Alegoricamente podemos nos comparar a um computador...

Em tempos modernos, facilita-nos o raciocínio ao utilizarmos de recursos metafóricos para promover o entendimento acerca do funcionamento, o compartilhamento e a interação, do ser humano frente a tudo que faz parte – material e imaterial – do mundo em que vivemos, afinal nele não nos encontramos sós:

Assim, percebemos que é inimaginável a quantidade de riscos a que somos diuturnamente expostos..., e de toda natureza e complexidade!

Desde os materialmente representados por organismos microscópicos causadores das enfermidades e desajustes em nossos órgãos, até os ocultos por detrás das vibrações etéreo-magnéticas que podem comprometer o equilíbrio somático e o da psique; a estes últimos vamos nos ater:

Alegoricamente podemos nos comparar a um computador; desses que comumente chamamos de PC, Notebook, Laptop, Ultrabook etc.

Neles existe o hardware e o software, que lhes dá vida e os fazem funcionar. Maravilha da modernidade!

Com esses aparatos podemos acessar virtualmente o mundo inteiro através da Web – a rede mundial, e por meio da Internet abrimos uma gigantesca porta para participarmos desse fantástico meio de comunicação que não conhece barreiras nem limites.

Pois assim igualmente ocorre conosco, com a diferença de que nunca desligamos o “nosso aparelho”, nem mesmo durante o sono físico.

Da mesma maneira que transmitimos nossos pensamentos a outrem, muita vez, sem que nos apercebamos, igualmente estamos sendo “acessados” por vibrações transmitidas por meio dessa magnífica rede de comunicação que é o poder do pensamento e, não raras vezes, nosso “firewall” e o “antivírus” que possuímos não se encontram adequadamente configurados para impedirmos um indesejável “ataque” que possa vir a nos “contaminar”.

Também somos responsáveis sempre que emitimos vibrações de baixa freqüência como também ao sintonizarmos “estações” inadequadas, nelas deixando inconscientemente registrado “nosso endereço” e dessa maneira, por se tratar de uma via de mão dupla, abrimos caminho para sermos por elas acessados... Impensável a quantos malefícios potenciais, de curto e longo prazos, estamos irresponsavelmente nos sujeitando nessas incursões temerosas, assim também ao não “fecharmos” convenientemente as “portas” que permitem o acesso ao nosso aparelho – e através do pensamento, a nossa psique.

Esta avaliação simbólica em nada tem a ver com a obra de Franz Kafka – “Metamorfose”, escrita em1912 e publicada em 1915, tornando-se referência mundial do autor; nela a estória do caixeiro-viajante que ao despertar observa severa transformação em seu corpo.

Mas, ao seu exemplo, faz evidenciar a consciente e imprescindível responsabilidade que devemos ter para com nós próprios, para com nosso bem-estar físico, da psique individual, e conseguintemente a não interrupção do progresso que almejamos às nossas vidas, alertando-nos especialmente no que respeita à manutenção permanente e diuturna da vigilância – particularmente em relação às “ondas vibracionais” que emitimos, estas que estão umbilicalmente atreladas aos nossos pensamentos e comportamento.

Nossos pensamentos possuem forma e, naturalmente, não os desejaríamos similares ao do inseto narrado na obra Kafkaniana.

Há muito nos foi dito pelo maior luminar de todos os tempos: “Vigiai e orai”.

Quiçá no momento presente que atravessa a humanidade seja esse aconselhamento mais necessário do que jamais o foi!

Reflitamos, pois...

(*) E-mail: LNSanches@terra.com.br  

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Presidente do Instituto faz palestras em São Luis/MA

PRIMEIRA PALESTRA
Em visita a familiares residentes na capital do Maranhão,
Aureci voltou a palestrar no C. E. Poço de Jacó na noite de 10-7-2012:
Detalhe da atenta platéia que, ao final,
 manifestou seu agrado com uma salva de palmas ao orador:

SEGUNDA PALESTRA: Em 28-7-2012:
...ao final dos 60 minutos, Aureci declamou o soneto "Jornada", psicografado por Chico Xavier,  de autoria do espirito do poeta maranhense Adelino da Fontoura.
O agrado foi geral.
 
Aureci com dirigentes do CE Francisco de Assis:

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Palestra de André Luiz Peixinho (vídeo)

Para ampliar, clique no cartaz abaixo: 
Valmor Valente apresentando o orador ao público:
Assista ao vídeo da palestra no seu computador:

quinta-feira, 7 de junho de 2012

A Complexidade dos Saberes Espíritas (Vinícius Lousada)


“É interessante observar a conexão entre os saberes organizados em O Livro dos Espíritos e as demais obras da Codificação, há entre eles uma inter-relação, ou seja, todos os pontos se correlacionam numa harmonia de conjunto e são filosoficamente interdependentes, uns deságuam nos outros de tal forma que a inteligibilidade acerca de determinado aspecto pede a igual compreensão de outros mais. (...)”

                                CONTINUA no link:

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Raciocinar por hipóteses, eis a solução...


Quem ainda não se acostumou a relativizar suas crenças e demais concepções encontra dificuldades para respirar no clima sereno do diálogo.

Bom ator dialógico é aquele que, desapaixonado por suas próprias ideias, tem consciência de que elas nada mais são do que meras hipóteses que serão, no tempo certo, descartadas por ele mesmo quando seus níveis conscienciais, ampliados ao influxo da força incoercível da evolução ascensional, vierem a lhe franquear acesso a entendimentos mais aprofundados.

Por outro lado, sempre a raciocinar por hipóteses, o sujeito dialógico deve, prévia e conscientemente, reservar espaço nos escaninhos da memória para acomodar confortavelmente as ideias alheias e deixá-las lá permanecer arquivadas como concepções mais ou menos plausíveis a serem validadas ou descartadas pela sabedoria do tempo.

Certo é que a predisposição para raciocinar por hipóteses desativa os nossos mecanismos de defesa, enraizados nas zonas do inconsciente, que costumam colocar nossas unhas de fora ao primeiro eriçar de pêlos.

Ressaltemos ainda, a bem da clareza, que o entendimento relacional, quando restrito ao campo das ideias, jamais ultrapassará as fronteiras de um sempre limitado acordo consensual, uma vez que as interpretações são construções subjetivas de cada um e, ipso facto, divergem nos encontros intersubjetivos, inevitavelmente. 

Diante dessa realidade inarredável da condição humana, a tão desejada fraternização das relações interpessoais só será possível no acatamento recíproco, incondicional, alicerçado na conjugação do respeito às diferenças individuais com sincera afetividade fraternal. 

Sem a postura dialogal e a ética da alteridade (respeito ao outro), nosso discurso será excludente, antifraterno.

Aureci Figueiredo Martins - Porto Alegre (RS)

terça-feira, 1 de maio de 2012

Abortamento doloso

 
Aureci Figueiredo Martins, Porto Alegre/RS, aureci@globo.com  

"...a sede do psiquismo não está no cérebro
e, sim, no espírito imortal"
 
 Longe de mim a pretensão de convencer a quem quer que seja, mas peço vênia para expressar minha opinião sobre abortamento induzido. 
1.  A vida é o bem maior e precisa ser protegida pelas leis humanas. Se houver transigência nesta proteção, estaremos a caminho da legalização outros tantos crimes de lesa-vida, como eugenia, eutanásia etc. 
2.  Admita-se, acertadamente, a provocação do abortamento nos casos em que este for indispensável à preservação da vida da gestante. Mas, afora esta hipótese, penso ser difícil justificar-se a eliminação de seres humanos frágeis e indefesos.
3.  Lícita é a utilização de métodos contraceptivos não abortivos, todavia, constatada a gravidez indesejada, impõem-se o respeito à vida e o amparo à gestante. 
4.  Desde a concepção*, uma vida humana, individual e autônoma, tem seu início: ali está a ligar-se célula a célula um ser humano que se prepara para retornar ao palco da vida física e assim avançar no processo dialético da evolução espiritual: contínua, ascendente e infinita.  
5.  Entendo que, como seres espirituais, nossa propriedade verdadeira é constituída pelos valores intelectuais e morais – conhecimento, ignorância, virtudes e vícios – e que estamos submetidos a uma lei de evolução que nos induz a constante expansão consciencial.  
6.  Os bens materiais, inclusive o corpo descartável que animamos, não nos pertencem e, ao final de cada experiência carnal, teremos que prestar contas do uso que deles fizermos. 
7.  Ainda que, equivocadamente, alguma mulher se presuma dona do seu corpo, como pode ela arvorar-se em proprietária do corpo em formação no seu ventre? Ou melhor, como pode dispor da vida alheia que lhe pulsa no claustro uterino.  
8.  Nas pessoas sensíveis, um complexo de culpa costuma instalar-se na consciência, maculada pela prática do abortamento dispensável, com reflexos mórbidos no cosmo psicossomático. 
9.  Sabe-se que, nos países em que vige a legalização da prática do aborto, o número de casos de abortamentos dolosos aumentou enormemente, e há notícias sobre espetáculos macabros nas clínicas abortivas: a comercialização dos restos fetais... 
10. Espírita que sou, guardo comigo a convicção de que, nas voltas que nossas vidas dão, inexiste espaço para o acaso: tudo tem uma causa justa e um fim providencial. Como escreveu Albert Einstein, “Deus não joga dados no Universo”; e acrescento: e tampouco na vida humana.
11. Quanto aos fetos anencéfalos, cabe lembrar que a sede do psiquismo não está no cérebro e, sim, no espírito imortal. Nesses e noutros casos de malformação fetal, o reencarnante vivencia experiências necessárias ao refazimento do seu corpo espiritual (perispírito), por ele mesmo danificado em atitudes autodestrutivas de existências pregressas. Cabe, pois, o respeito à vida mesmo diante da perspectiva de inviabilidade/efemeridade de sobrevida ao parto.
Por estas e outras razões aqui omitidas é que, excetuada a hipótese do item 2 acima, sou definitivamente contrário à eliminação dos nascituros.  
Todavia ninguém tem condições de julgar a consciência alheia. Além disso, diante de erros cometidos – e quem não os comete? – não percamos tempo alimentando complexos de culpa: perdoemo-nos e busquemos o amparo da misericórdia divina na prática do Bem: quem agrediu uma vida que ampare outra(s), pois que “o amor cobre a multidão dos erros cometidos” (I Pedro, 4,7).
(*) "Assim que é concebido, um homem é um homem" (Dr. Jerôme Lejeune, geneticista)

sábado, 21 de abril de 2012

César Lombroso e os fatos espíritas

Clique no cartaz para ampliá-lo:
Abaixo, capa do livro em que Lombroso relata os fenômenos mediúnicos que presenciou:

terça-feira, 3 de abril de 2012

Ciência e Espiritualidade - Entrevista

Entrevista concedida pelo Dr. Sérgio Felipe Oliveira,  médico e neurocientista, sobre mediunidade e outros assuntos vinculados à espiritualidade.

Para assistir, clique no link abaixo:

quinta-feira, 1 de março de 2012

Charles Darwin e nossos irmãos animais

Para ampliar, clique na imagem:
O que diz o Espiritismo?
Lê-se no item 540 d'O Livro dos Espíritos (Allan Kardec em 1857):
“...tudo se encadeia na Natureza, desde o átomo primitivo até o arcanjo, que também começou por ser átomo.”

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Allan Kardec - Filme biográfico


Para assistir ao filme (com narração de Dora Incontri),
clique no link abaixo:


sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Ponderações sobre a Fé


“A intenção predominante de Jesus (...) foi libertar os homens do jugo do dogma e excluir dos corações o espírito da dúvida que obsidia os relutantes, os indecisos e os que não sabem donde vieram, quem são e para onde vão”
(Cairbar Schutel, no preâmbulo do seu livro “Parábolas e ensinos de Jesus”)
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PONDERAÇÕES SOBRE A FÉ

Vinícius Lousada[1] 

“O Espiritismo estabelece como princípio que antes de crer é preciso compreender.”  
(Allan Kardec)[2]

  Do ponto de vista kardequiano, a fé pode ser compreendida como a confiança que o ser humano tem em suas próprias forças para a realização de determinada coisa, superando os obstáculos das dificuldades, da má vontade e das resistências. 
      Com fé em seus objetivos nobres e no próprio potencial o indivíduo faz-se capaz de mover “montanhas” como os “preconceitos da rotina, o interesse material, o egoísmo, a cegueira do fanatismo e as paixões orgulhosas”[3] que, ainda, procuram interpor-se ao progresso da humanidade. 
    A fé, segundo o estudo proposto pelo mestre Allan Kardec em O Evangelho segundo o Espiritismo, igualmente tem por significado a confiança que se tem na realização de algo, de tal modo que, pelo pensamento, se pode conceber antecipadamente a sua efetivação e os meios para tanto. Nesse caso, essa fé-confiança dá ao indivíduo tranquilidade na realização de seu tentame e favorece o êxito. 
     Todavia, Kardec não deixa de caracterizar a concepção de fé a qual ele se refere como calma e geradora de paciência porque se apóia “na inteligência e na compreensão das coisas”[4], bem diferente do que ele chama de fé vacilante, aquela que se ressente de sua própria fragilidade e, motivada pelo interesse, torna-se violenta em uma tentativa irracional de suprir a força que lhe falta. 
Aliás, isso de alguma forma explica os fenômenos contemporâneos de terrorismo religioso onde, em nome de uma interpretação muito particular da doutrina do Islã, infelizes irmãos integrantes do Talibã se autorizam a explodir escolas no Paquistão[5]. Trata-se de manifesta declaração da insustentabilidade de suas convicções mediante uma postura fundamentalista frente ao raciocínio e uma resposta obscurantista à liberdade de pensar, corolário do fim da escravidão humana de outros tempos. 
Para Kardec, a fé não combina com a presunção e nem com a violência. A fé deve ser humilde porque, sendo raciocinada, compreende os seus limites e reconhece a sua fortaleza na vontade de Deus, “a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas.”[6] 
A fé presunçosa denota orgulho, imperfeição humana que produz a cegueira intelectual e moral. O orgulhoso fecha-se em si mesmo e crê-se com mais luzes que os outros. Ele cerra os ouvidos ao diálogo e às opiniões contraditórias às suas crenças, desvalorizando a oportunidade de aprender com a leitura do outro sobre as suas convicções pessoais e, quem sabe, robustecer serenamente a própria fé. 
Do ponto de vista teológico, segundo Kardec, a fé costuma ser concebida como a crença em dogmas especiais que constituem, desse modo, as mais diferentes religiões no mundo. 
Dessa perspectiva, a fé pode ser raciocinada ou cega. A fé cega consiste naquela em que o crente não se ocupa de verificar pela lógica o objeto de sua crença que, muitas vezes, choca-se com as evidências que os fatos lhe apresentam, tanto quanto colide frontalmente com o uso da razão.
A fé cega tende a produzir fanatismo, onde cada crente teria a pretensão de que a sua religião deteria todo o conteúdo das verdades espirituais da vida. O fanatismo, por sua vez, como erro de percepção do cosmo e das Divinas Leis, tende a degenerar em intolerância e violência, como no exemplo assinalado anteriormente.
Por outro lado, a fé raciocinada mantém a liberdade de pensar como premissa de sua efetividade, ela se fortalece no raciocínio sem preconceitos e no livre-exame proporcionado pela dúvida que investiga. Nesse sentido, a fé racional não teme o progresso intelectual da coletividade, muito pelo contrário, a sua capacidade de “encarar frente a frente a razão, em todas as épocas da Humanidade”[7] é condição que a mantém inabalável, como ensinou o insigne codificador do Espiritismo. 
É de bom alvitre que recordemos que a fé não pode ser prescrita ou imposta a um indivíduo. No que tange aos valores espirituais básicos é uma aquisição pessoal amadurecida a cada reencarnação do Espírito, atualizada sob a influência de questões socioculturais, contudo, é uma questão de foro íntimo. 
Por fim, entendamos que a fé, para ser raciocinada, demanda que o seu ponto de apoio se estabeleça na compreensão clara e prefeita daquilo em que se crê, ou seja, em um método de raciocínio que se sustente em um sentido lúcido e profundo para a crença, no exame rigoroso dos fatos inerentes aos princípios filosóficos da escola de fé abraçada, sem deixar margem a nenhum mistério ou superstição. 
Em matéria de crença aceitemos somente o que é inteligível à razão e, caso alguém queira nos impor uma fé cega, lembremo-nos da recomendação do Mestre Jesus a dizer-nos em seu Evangelho “Deixai-os; são condutores cegos. Ora, se um cego guiar outro cego, ambos cairão na cova.”[8]


[1] Educador, escritor e palestrante espírita. Contatos: vlousada@hotmail.com.
[2] Revista Espírita de Fevereiro de 1867, Livre pensamento e livre consciência.
[3] O Evangelho segundo o Espiritismo, Cap. XIX, item 2.
[4] O Evangelho segundo o Espiritismo, Cap. XIX, item 3.
[6] O Livro dos Espíritos, questão 1.
[7] O Evangelho segundo o Espiritismo, Cap. XIX, item 7.
[8] Mateus 15:14.

Pintura mediúnica na TV

O médium Lívio Barbosa foi entrevistado no quadro "Dom Especial" do programa "TV Xuxa" da famosa apresentadora e entrevistadora Xuxa Meneguel, tendo sido filmado em transe mediúnico em que produziu várias telas atribuídas aos espíritos de grandes pintores desencarnados. O paranormal brasileiro, que costuma doar suas produções psicopictográficas,  declara-se adepto da doutrina espírita. 

Para assistir ao vídeo, clique no link abaixo:

domingo, 22 de janeiro de 2012

Divaldo Franco entrevistado na TV Globo

Assista à entrevista concedida pelo médium e educador espírita Divaldo Pereira Franco a Ana Maria Braga,  apresentadora do programa "Mais Você" da Rede Globo, para tanto basta acessar os vídeos abaixo lincados, sendo que o primeiro traz informações básicas sobre o que é, de fato, o Espiritismo. 




domingo, 15 de janeiro de 2012

Palavras do Presidente do IETRD


Palavras do presidente no fecho do relatório das atividades do Instituto em 2011, aprovado na assembléia geral de 14/01/2012:

“O livre-pensamento eleva a dignidade do homem, dele fazendo um ser ativo,
 inteligente, em vez de uma máquina de crer”
( Allan Kardec, na RE, fev/1867 )

É hora de agradecer!

Ao comemorarmos o 80º aniversário de fundação de nossa associação, queremos, em primeiro lugar, registar nossos agradecimentos aos pioneiros e demais colaboradores que, ao longo de oito décadas, envidaram esforços para manter este pequeno instituto ativo e atuante no atendimento à sua finalidade precípua: o estudo e a divulgação da doutrina espírita, tal como codificada por Allan Kardec. Que recebam, os tarefeiros que nos antecederam, as vibrações de nossa gratidão, nossos votos de que sejam felizes onde hoje estiverem, aqui ou além, e nosso pedido que continuem colaborando na obra associativa tanto, quanto e como for possível a cada um.

Agradecemos igualmente aos atuais associados, e aos demais colaboradores, encarnados e desencarnados, aos quais se deve creditar o bom andamento das atividades institucionais registrado no ano que ora se encerra. Que possamos continuar unidos pelo ideal de fraternidade ínsito no ideário espírita que, como sabemos, reprisa os ensinos de Jesus interpretados em espírito e verdade.

Devemos agradecer também às pessoas que prestigiaram a “Semana comemorativa” do aniversário do IETRD: aos palestrantes, ao tenor e à pianista, aos frequentadores convidados, e, mui especialmente, ao coidealista Maurice Herbert Jones (formatador do material de divulgação) e a Moisés Junior (diagramador do folder), bem como aos colaboradores que atuaram anonimamente nos bastidores do exitoso evento.
Finalmente, rogamos à Espiritualidade Superior que continue a amparar e inspirar os dirigentes e demais associados e colaboradores do IETRD, a fim de que não nos falte a coragem moral indispensável ao lidador espírita que busca vivenciar aquela Verdade libertadora prenunciada por Jesus.

Porto Alegre (RS), 14 de janeiro de 2012.
Aureci Figueiredo Martins, presidente

Amar ao inimigo (Gérson S Monteiro)


Amar a quem tudo fez por não merecer

Gerson Simões Monteiro* - RJ

Uma leitora pede-me ajuda para perdoar um familiar que ela tanto auxiliou e que feriu seu coração, e disse em sua carta que não tem forças nem argumentos para perdoá-lo.
A resposta ao seu pedido, prezada leitora, você vai encontrar na recomendação de Jesus no Sermão da Montanha, anotado por Mateus (5: 44): amai os vossos inimigos; fazei o bem aos que vos odeiam; e orai pelos que vos perseguem e caluniam.
O que Jesus quis dizer nessas recomendações é que não devemos guardar ódio, rancor, e nem desejo de vingança para com os inimigos. Significa que devemos perdoar-lhes sinceramente o mal que nos causaram, e não colocar obstáculos quando eles desejarem a reconciliação. O que o Mestre propõe ainda, no “amor aos inimigos", é que desejemos o bem deles e que fiquemos felizes quando alguma coisa boa acontecer com eles.
Este ensino de Jesus significa, também, que devemos socorrer os adversários quando eles precisarem de nós. A esse respeito, certo amigo me contou que um colega de trabalho, através de calúnias, ocasionou a sua dispensa da empresa por justa causa. Ele, ao invés de revoltar-se com a injustiça sofrida, passou a orar em favor do infeliz colega. Felizmente, logo depois conseguiu emprego, como chefe do Departamento de Pessoal de uma fábrica. 
Anos depois, certo homem, muito deprimido, pede emprego no seu departamento dizendo que precisava trabalhar, pois a família estava passando fome.
Nisso, reconheceu o ex-colega caluniador, mas fingiu não conhecê-lo. Procedeu normalmente na entrevista e fez tudo para empregá-lo. Só mais tarde o ex-colega caluniador, já trabalhando e tomando conhecimento do seu gesto de grandeza moral, pediu-lhe perdão, e tornaram-se amigos. Medite, portanto, prezada leitora, nos ensinos de Jesus e no nobre gesto do nosso amigo, pois, segundo um benfeitor espiritual, a mais alta demonstração de amor a Jesus, em relação ao próximo, é amar alguém que tudo fez por não merecer. Enfim, ame o seu familiar; perdoe-o e ore a Deus para ele se tornar melhor. 
(*) Vice- presidente da FUNTARS,
( no Jornal Extra, ed.   08/01/2012 )

domingo, 11 de dezembro de 2011

Caravaneiros do IETRD confraternizam

Integrantes da caravana de visitação a pessoas impossibilitadas de comparecer às atividades na sede do IETRD participaram de um almoço confraternativo, seguido por um animado "Amigo Secreto".

Todos os sábados pela manhã nossos caravaneiros, divididos em pequenos grupos, prestam assistência espiritual a famílias e instituições que a solicitam previamente. Atualmente, cerca de 200 pessoas são visitadas semanalmente.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

IETRD - Medalha comemorativa do 80º aniversário

Esta medalha virtual foi-nos enviada por

Maurice Herbert Jones (macjones2@gmail.com),

a quem agradecemos sensibilizados

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

IETRD - 80 anos: Semana comerativa (Encerramento)

A terceira e última palestra da semana comemorativa da passagem do 80º aniversário do Instituto foi proferida pelo prof. Vinícius Lima Lousada no dia 26-11-2011 (sábado, às 16h). O tema abordado pelo educador foi "A educação em tempos de transição".
Às 17h, após cativar a atenção da platéia com sua fluência verbal e domínio do tema por uma hora, ao declarar encerrada sua palestra, Vinícius foi demoradamente aplaudido e passou a autografar seus mais recente livro "Em busca da sabedoria". Ao encerramento das comemorações do aniversário do nosso octogenário e pequeno Instituto Espírita, queremos agradecer à Espiritualidade e a todas as pessoas que contribuíram para o êxito dos eventos comemorativos -- palestrantes, cantores, frequentadores, associados e demais colaboradores.


Muito Obrigado! Aureci F Martins, presidente - aureci@globo.com

domingo, 20 de novembro de 2011

IETRD - 80 anos: Semana comerativa

No sábado, 19-11-2011, as pessoas que lotaram nosso auditório na abertura da semana comemorativa do 80º aniversário do Instituto foram agraciadas com dois momentos de grande emoção e contentamento.

O primeiro momento foi propiciado pelo recital do tenor Eduardo Bighelini com a pianista Elda Pires. As várias árias e outras canções executadas caíram no agrado geral, tendo sido aplaudidas demorada e efusivamente:

PRIMEIRA PALESTRA - Em seguida, o Prof. Moacir Costa de Araújo Lima discorreu sobre o tema "Um Caminho para a Felicidade" para uma platéia atenta e maravilhada com a desenvoltura do orador que ressaltou a influência do pensamento evidenciada nas dimensões quânticas da matéria, fato que coloca os seres pensantes na condição de co-criadores em plano menor, ou seja, colaboradores na obra da criação da Inteligência Suprema (Deus) que tudo gerou, inclusive a vida. Finalizando, o orador ressaltou a atualidade do pensamento kardequiano ante os avanços das ciências modernas. Iniciado às 16h, o evento foi encerrado às 18h, quando o Prof. Moacir passou a autografar livros de sua autoria, inclusive o recém lançado "Quântica, o caminho da felicidade".

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SEGUNDA PALESTRA - Em 23-11-2011 (quarta-feira), das 16 às 17h, o prof. Rogério H. Feijó Pereira abordou o tema "Neurofisiologia da Felicidade com Jesus", tecendo comentários sobre as mais recentes pesquisas no campo das neurociências, que constataram que, ao contrário da idéias antes vigentes, o ser humano considera-se feliz mesmo vivendo em condições difíceis. Tal fato evidencia que, numa certa medida, a felicidade se faz presente na vida de todos, especialmente nas pessoas que vivenciam o amor ao próximo e a si mesmas, tal como prescrito por Jesus.

domingo, 23 de outubro de 2011

Ciência Admirável (Soneto)

Ciência Admirável

Qual potente farol varando a noite escura
Em que a sombra do mal reinava soberana,
Brilha o sol da verdade eterna que promana
Da mensagem do Cristo, restaurada e pura.

É o fulgor celestial da obra kardequiana
Cujas bases factuais, em lógica estrutura,
Vêm revelar a vida além da sepultura
E as vidas sucessivas na experiência humana.

Corolário moral da messe iluminista,
Eis a Ciência Admirável, transcendente e forte,
Tal por René Descartes fôra já prevista.


Desde então, a razão, da fé, se fez suporte
E o homem pôde ver, além da própria vista,
A marcha triunfal da vida após a morte.

Aureci Figueiredo Martins, Porto Alegre/RS; aureci@globo.com

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Base histórica:
O rigoroso inverno de 1619 imobilizou o exército de Maximiliano da Baviera. Um percalço
militar irrelevante para o desfecho da Guerra dos Trinta Anos, que ensangüentaria a Europa, mas que teve inesperada e decisiva importância para a Filosofia e a ciência moderna.
René Descartes, jovem francês de 23 anos engajado nas tropas bávaras, aproveitou o frio para se isolar em um quarto de estalagem nas cercanias de Ulm, na Alemanha, e - como era de seu gosto - passar dias em atividade intelectual.
Na madrugada gelada de 11 de novembro, as centelhas de seu cérebro explodiram em sonhos
agitados - em um deles, o Espírito da Verdade lhe abria os tesouros da Ciência. Na manhã seguinte, entusiasmado, Descartes concluiu estar no limiar de uma “ciência admirável".

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

A expansão das idéias espíritas

“Quando uma coisa é verdadeira e o tempo de sua eclosão é chegado, ela caminha, suceda o que suceder. O poder de ação do Espiritismo é atestado por sua expansão persistente, malgrado os poucos esforços que faz para se espalhar.

É fato indubitável que os adversários do Espiritismo consumiram mil vezes mais forças para abatê-lo, sem o conseguir, do que seus partidários empregaram para propagá-lo.

Ele avança, por assim dizer, sozinho, semelhante a um curso d’água que se infiltra pelas terras, abre caminho à direita se o retêm à esquerda, e pouco a pouco mina as rochas mais duras e acaba por abater montanhas."
(Allan Kardec, na Revista Espírita de jan/1867)

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

O Transtorno Bipolar na visão Espírita



O Transtorno Bipolar na visão Espírita

Dr. Luiz Paiva*

O transtorno bipolar é uma doença funcional do cérebro relacionada aos neurotransmissores cerebrais, que provoca oscilações imprevisíveis do humor, que vão da depressão aos estados mais elevados, chamados de hipomania ou mania.

Afetando em torno de 1% da população, distribuído igualmente entre homens e mulheres, o TB(Transtorno Bipolar) permanece como crônico em 1/3 dos acometidos, perdurando por toda vida. Surge geralmente na terceira década de vida e os sintomas depressivos predominam na maior parte do tempo.

Conquanto receba o nome de transtorno bipolar do humor, ele tem subespécies onde só se manifestam a mania ou a depressão ou estados mistos de mania e depressão, em que predomina a irritabilidade.

Comumente, quando se apresenta com o predomínio dos sintomas depressivos é mal diagnosticado como depressão maior e tratado erroneamente apenas com antidepressivos, o que piora o quadro.

Por isso, o diagnóstico deve ser feito por profissional qualificado, após feito exame clínico acurado e colhida história detalhada da enfermidade e sua evolução.

Sabe-se que o transtorno funcional dos neurotransmissores como noradrenalina, serotonina e dopamina desempenham papel fundamental na doença, e estudos mostram uma base genética também, pois incide mais frequentemente em algumas famílias. Conquanto existam os fatores predisponentes, há também as situações desencadeantes, geralmente associadas ao estresse ambiental ou uso e abuso de substâncias psicotrópicas, legais e ilegais.

Pelo que você pode observar, até agora analisamos apenas os fatores biológicos e ambientais, ficando uma lacuna nos aspectos psíquicos e espirituais. Há fatores intrapsíquicos, como a estrutura de personalidade, que joga como um fator de facilitação para a emersão do estado patológico. Aqui, de igual forma, torna-se impossível separar os fatores espirituais, cármicos, dos fatores psíquicos, pois ambos procedem de uma mesma fonte: o espírito imortal.

Torna-se vital avaliarmos o papel que desempenha o cérebro e o corpo físico como um todo no processo da evolução espiritual. O cérebro e o sistema endócrino-humoral é um grande sistema cibernético ou computadorizado, de natureza analógica e não digital, isto é, responde às gradações de forma gradual e não pelo tudo ou nada. Isto faculta ao cérebro ser um meio modulador dos impulsos mentais advindos do espírito, atenuando-os ou potencializando-os, conforme as necessidades adaptativas ou educativas da interação espírito- matéria.

Em assim sendo, as tendências patológicas agem como um alarme, fazendo o espírito automodular-se nas tendências e paixões. É a própria Lei de causa-e-efeito a serviço da educação, finalidade maior de sua existência no grande plano pedagógico de Deus.

À guisa de metáfora, seria como um mau motorista que, notório abusador dos recursos do veículo, desgastando-o prematuramente no descontrole da velocidade e nas frenagens, arriscando-se e levando riscos aos outros, recebesse como parte do seu processo reeducativo um veículo com deficiência nos freios, obrigando-o a restringir a velocidade e a utilizar marchas adequadas, de modo a lhe permitir o devido controle no direcionamento veicular.

Assim podemos melhor compreender a injunção cármica dos transtornos mentais como um todo, que servem de recursos retificadores dos trânsfugas espirituais que, destarte, corrigem em si mesmos os desvios das paixões alucinantes, do suicídio direto e indireto, dos abusos da inteligência e de outras formas de viciação e alienação do espírito.

No âmbito do tratamento, embora a própria enfermidade seja em si mesma uma forma de cura da causa original do problema, a providência divina concedeu à medicina humana os meios paliativos e mesmo efetivos de controlar, digamos, o descontrole. No caso do transtorno bipolar temos uma imensa gama de substâncias chamadas de estabilizadores do humor que se utilizam no tratamento de crise e no de longo prazo desta devastadora doença.

Sob o ponto de vista espiritual, strictu sensu, a reforma íntima, a vigilância e a oração, o propósito no bem, as ações beneficentes constituem-se na melhor profilaxia e tratamento. Não raro, os portadores de TB trazem um séquito de cobradores do passado que podem vir a ser soezes obsessores, complicando um quadro já em si complexo e difícil. O transtorno bipolar do humor parece ser um facilitador da manifestação de faculdades mediúnicas, o que junto às afinidades espirituais do passado e os seus compromissos, vulnerabilizam sobremaneira o enfermo, que se torna assim presa fácil de múltiplos fatores alienantes.

É desnecessário dizer que a utilização da terapêutica espírita é de grande valia, se acompanhada do devido esforço regenerativo por parte do doente. A doença em si é um grande processo de cura, dentro do qual se insere a abordagem espírita, a funcionar como psicoterapia cognitiva e, ao utilizar os recursos fluídicos e ectoplásmicos, como recurso relevante na cura quântica do desequilíbrio, mas sempre secundariamente à adequada abordagem médica.

(*) Luiz Antônio de Paiva é médico psiquiatra e 
membro da Associação Médico-Espírita de Goiás (AME-GO)

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Sândalo Ferido (soneto)

Clique na imagem para ampliá-la:

Este soneto foi lido e comentado, no dia 18/07/2011, na rádio Rio de Janeiro - www.radioriodejaneiro.am.br no programa "Debate na Rio"

sábado, 4 de junho de 2011

Ecos do Chá-Bazar de 03/06/2011


Estava tudo preparado:
Os primeiros convidados a chegar...
Às 15h, as portas foram abertas
e amigas se reencontraram no bazar...

...e todos foram às compras:

As salas ficaram lotadas:

As colaboradoras, como as da foto abaixo,
mantiveram-se a postos:

O bufê era farto

...e com direito a uma generosa fatia de torta.

Sorteio de brindes:

Às 17h, os convidados ouviram a declamação do soneto "Jornada",
do espírito de Adelino da Fontoura, psicografado por Chico Xavier.
Era a dica para o encerramento do evento...

Nosso tesoureiro teve boas razões para sorrir!

A diretoria agradece a todos os convidados e, especialmente,
à operosa equipe de colaboradores que não poupou esforços
para que nosso Chá-bazar alcançasse êxito expressivo.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

José Alencar fala sobre Chico Xavier (vídeo)


José Alencar, ex-vice presidente do Brasil recentemente falecido (1931-2011),
deixou gravada sua opinião sobre Chico Xavier...
Para ouvir a gravação, clique no link abaixo:

terça-feira, 19 de abril de 2011

Destino espiritual dos animais


Dr. Marcel Benedeti*,
veterinário, espírita, médium, fala sobre reencarnação e imortalidade da alma dos animais em entrevista concedida ao canal TRANSIÇÃO:
- Os animais têm alma? - O que é alma na visão Espírita? - Existem diferenças entre alma humana e alma dos animais? - Existem Colônias Espirituais que cuidam de animais? - Citações sobre os animais em Livros Espíritas - O animas refletem o estado de seu dono? - Como contribuir para que os animais sejam mais respeitados? - Qual a visão espírita sobre a eutanásia dos animais?

(Clique no link abaixo e assista ao vídeo)


Livros de Marcel Benedeti:

Saiba mais acessando o link abaixo:

http://www.rcespiritismo.com.br/index.php?Itemid=25&id=735&option=com_content&task=view

(*) No dia 1o de fevereiro de 2010, Dr. Marcel Benedeti, médico veterinário, escritor e defensor dos animais, desencarnou, em São Paulo, aos 47 anos, vitimado por câncer.